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China deve investir US$ 400 bilhões e aumentar laços militares com Irã, apesar das sanções dos EUA

© AP Photo / Noel CelisReunião entre os ministros de Relações Exteriores da China em Irã (imagem referencial)
Reunião entre os ministros de Relações Exteriores da China em Irã (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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Enquanto Washington exerce pressão contra o Irã e tenta isolar o país, a China deverá fechar acordo de cooperação em várias áreas com a nação persa, segundo mídia.

O acordo prevê maior cooperação entre os países nos setores energético, ferroviário, portuário, bancário, das telecomunicações e outros.

Conforme publicou o jornal The New York Times, a mídia teve acesso a um documento de 18 páginas que seria uma versão final do acordo.

Se por um lado os investimentos chineses estarão por volta dos US$ 400 bilhões (cerca de R$ 2,1 trilhões) durante 25 anos, Pequim deverá receber fornecimento constante de petróleo do Irã a preço reduzido.

Cooperação militar

Além dos investimentos em infraestrutura e da cooperação econômica, ambos os países tendem a estreitar seus laços militares, o que aumentaria a influência da China no Oriente Médio, causando maior "preocupação" para o governo americano, apontou o jornal.

Desta forma, são previstos treinamentos e exercícios conjuntos, assim como o desenvolvimento de produtos de defesa e compartilhamento de informações de inteligência para promover a luta contra o "terrorismo, tráfico de drogas e de humanos e organizações criminosas transnacionais".

Acordo prestes a ser selado?

Segundo o jornal, o iniciador do projeto de aproximação entre ambos os países teria sido o presidente chinês, Xi Jinping, que propôs a cooperação durante visita ao Irã ainda em 2016.

Em junho deste ano, o projeto foi aprovado pelo presidente iraniano Hassan Rouhani, e espera aprovação de outras instâncias de poder no Irã.

Analisando o cenário, a mídia também afirmou que o fortalecimento das relações Pequim-Teerã deverá aumentar as tensões entre os EUA e a China, impulsionadas pelas tentativas norte-americanas de isolar o Irã com a imposição de sanções.

Contudo, a pressão norte-americana teria impulsionado a aproximação entre Irã e China, sendo o gigante asiático altamente dependente de petróleo importado.

Assim, empresas chinesas que já estão sob medidas punitivas dos EUA poderiam sofrer outras medidas mais rígidas.

"Os EUA continuarão impondo custos sobre companhias chinesas que ajudam o Irã, o maior patrocinador do terrorismo", declarou um porta-voz do Departamento de Estado americano à mídia ao comentar o possível futuro acordo.

Por sua vez, o pesquisador iraniano em energia Ali Gholizadeh da Universidade de Ciência e Tecnologia da China em Pequim classificou o acordo como uma política além da cooperação.

"Irã e China ambos veem este acordo como uma parceria estratégica não somente na expansão de seus próprios interesses, mas [também] na confrontação dos EUA", afirmou.

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