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Bolsas de valores na China disparam e seus níveis preocupam especialistas

© AP Photo / Vincent YuMulher com máscara para se proteger do coronavírus passa diante de tela com dados da bolsa de valores de Hong Kong, na China
Mulher com máscara para se proteger do coronavírus passa diante de tela com dados da bolsa de valores de Hong Kong, na China - Sputnik Brasil
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As bolsas de valores da China atraem um número cada vez maior de investidores. Os lucros das empresas chinesas alcançaram na última semana níveis que não são vistos em cinco anos.

Esta tendência quase sem precedentes segue a que ajudou a elevar as bolsas mundiais a um novo máximo no mês anterior.

O aumento que ocorreu nesta segunda-feira (6) na bolsa acrescentou mais de US$ 460 bilhões (R$ 2,47 trilhões) ao valor das ações chinesas, somente atrás de julho de 2015. Nesse ano ocorreu a maior acumulação de riqueza por parte dos acionistas desde o início da crise financeira global.

Este avanço continuou nesta terça-feira (7), mas com um ritmo reduzido. O índice CSI 300 – que engloba as ações das 300 maiores empresas chinesas – subiu 0,6%, registrando um volume diário de operações que superou em mais de três vezes a média de três meses.

Desde o fim de junho, sua cotação aumentou mais de 14%. A venda de ações emitidas por fabricantes de bens de primeira necessidade aumentou em 3,1%.

Esta dinâmica positiva influenciou a retórica dos meios de comunicação chineses. Alguns jornais instaram a que os investidores sejam mais prudentes.

"É provável que o mercado se consolide depois de fortes aumentos, especialmente porque as grandes empresas superaram as pequenas por uma grande margem [de rendimentos] na última semana. Os reguladores também não quiserem ver ganhos rápidos no mercado", salientou Shen Zhengyang, analista da empresa Northeast Securities, conforme cita a agência Bloomberg.

"Contudo, continua existindo um grande número de oportunidades, e os investidores continuarão recorrendo a algumas empresas ultrapassadas para que a tendência siga intacta", acrescentou o analista.

Por sua vez, o copresidente da companhia First Seafront Fund Management, Wang Hongyuan, advertiu que os investidores devem ser cautelosos. Ainda que as ações chinesas tenham "as fundações mais fortes do mundo", as bolhas em algumas partes desse mercado alcançam tamanhos que "não foram vistos em cinco anos", e os riscos de investir nelas "são enormes".

Apesar das rígidas regulações de capital que limitam as opções de investimento e as baixas taxas de juros, os investidores minoritários seguem recorrendo a ações de empresas chinesas.

Esta corrida foi impulsionada pela recuperação econômica do gigante asiático, assim como pela gestão da pandemia do coronavírus, segundo comentaram os analistas à agência.

Os comerciantes chineses se aproveitam da situação para seguir com seu impulso de investimentos. Aumentaram em 6 de julho o volume de endividamento – a relação entre dívida e recursos próprios – no mercado de valores nacional além de US$ 171 bilhões (R$ 919 bilhões). Semelhante nível não se registrava desde o fim de 2015.

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