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'Orwelliana': Pompeo critica China por práticas de 'censura autoritária' em Hong Kong

© AP Photo / Vincent YuPoliciais prendem manifestante atingido com gás de pimenta em Hong Kong
Policiais prendem manifestante atingido com gás de pimenta em Hong Kong - Sputnik Brasil
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O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, atacou na segunda-feira (6) o que chamou de medidas "orwellianas" da China para censurar ativistas, escolas e bibliotecas em Hong Kong sob uma nova lei de segurança.

As autoridades chinesas ordenaram que as escolas removessem livros para revisão de acordo com a nova lei, que criminalizou certas opiniões, como pedidos de independência ou autonomia. Bibliotecas em Hong Kong disseram que estavam puxando títulos escritos por um punhado de ativistas pró-democracia.

"A destruição do Partido Comunista Chinês de uma Hong Kong livre continua. Com a tinta quase seca na repressiva Lei de Segurança Nacional, as autoridades locais - em um movimento orwelliano - criaram um escritório de segurança nacional do governo central e começaram a remover livros críticos do [partido] de prateleiras de bibliotecas, slogans políticos proibidos e agora exigem que as escolas apliquem a censura", afirmou Pompeo em comunicado.

O termo orwelliano, que faz referência ao escritor britânico George Orwell, é conhecido e comumente usado para definir qualquer prática social autoritária ou totalitária. O secretário dos EUA também condenou o que chamou de "os mais recentes ataques aos direitos e liberdades do povo de Hong Kong".

© AP Photo / Manuel Balce CenetaSecretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, fala com a imprensa em Washington
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Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, fala com a imprensa em Washington
"Até agora, Hong Kong floresceu porque permitiu o livre pensamento e a liberdade de expressão, sob um Estado de direito independente. Não mais. Os Estados Unidos condenam o repetido fracasso de Pequim em cumprir suas obrigações sob a Declaração Conjunta Sino-Britânica, e estes últimos assaltos aos direitos e liberdades do povo de Hong Kong", acrescentou.

Pequim vem enfrentando muitas críticas de países ocidentais principalmente por sua decisão de impor a lei de segurança, que proíbe atos de subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras em Hong Kong.

Na semana passada, o Congresso dos EUA aprovou novas sanções duras contra os bancos por violações da autonomia de Hong Kong. O ato puniria os bancos - incluindo o bloqueio de empréstimos de instituições americanas - se realizassem "transações significativas" com violadores da autonomia de Hong Kong.

O presidente Donald Trump ainda deve assinar a legislação para que ela entre em vigor.

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