EUA podem proibir aplicativos chineses, incluindo TikTok, diz secretário de Estado

© REUTERS / Dado RuvicUma pessoa segura um smartphone com o logotipo do TikTok
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Mike Pompeo já acolheu uma medida semelhante da Índia, que emitiu uma ordem provisória bloqueando o TikTok e outros 58 aplicativos ligados à China em meio ao primeiro choque fronteiriço mortal em décadas.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, revelou na segunda-feira (6) que os Estados Unidos estão "certamente considerando" proibir aplicativos de redes sociais chineses, incluindo o TikTok.

"Eu não quero sair na frente do presidente, mas é algo que estamos certamente considerando", disse Pompeo em entrevista ao canal Fox News.

Na semana passada, o alto responsável afirmou que os EUA saudaram a proibição da Índia de 59 aplicativos chineses, acrescentando que isso "aumentaria a integridade e a segurança nacional da Índia".

O serviço de redes sociais de compartilhamento de vídeo TikTok também sairá do mercado de Hong Kong daqui a alguns dias, informou a Reuters.

"À luz dos recentes eventos, decidimos parar as operações do aplicativo TikTok em Hong Kong", declarou um porta-voz do TikTok à agência de notícias, uma semana após a adoção chinesa da nova lei de segurança nacional para Hong Kong.

Sob a nova lei, as autoridades chinesas não precisam mais de uma ordem judicial para solicitar dados dos usuários de empresas como Facebook e Twitter, e as autoridades locais têm permissão para supervisionar as correspondências dos cidadãos de Hong Kong na Internet.

De acordo com o jornal The Wall Street Journal, muitos cidadãos nos últimos dias apagaram suas contas nas redes sociais por receio de que possam estar violando a nova lei chinesa.

Sob a Declaração Conjunta do Reino Unido e da China de 1984, o controle sobre Hong Kong passou para a China continental em 1997 como uma unidade administrativa especial, cujos cidadãos gozariam de liberdades políticas, econômicas e pessoais exclusivas até 2047 sob o conceito de "um país, dois sistemas".

As relações entre a China e os EUA têm piorado durante a administração Trump, que iniciou uma guerra econômica com Pequim e apoiou manifestantes antigovernamentais em Hong Kong, que levou a uma lei nacional de segurança no antigo território do Reino Unido.

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