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Maia sugere cortar salário dos 3 Poderes para financiar pagamento do auxílio emergencial de R$ 600

© Foto / Tomaz Silva/Agência BrasilO presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, faz palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, faz palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). - Sputnik Brasil
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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sugeriu um corte nos salários dos integrantes dos três Poderes para financiar o pagamento de R$ 600 do auxílio emergencial.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse que a equipe econômica do governo prevê o pagamento de duas novas parcelas do auxílio emergencial, mas no valor de R$ 300 mensais.

Bolsonaro disse que está disposto a aumentar o valor se os parlamentares aceitassem reduzir os próprios salários. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

"A ideia da equipe econômica são mais duas parcelas, talvez de R$ 300. Sei que tem parlamentar que quer mais duas de R$ 600. Se tivermos um programa para diminuir salários de parlamentares, tudo bem, eu pago até R$ 1.000 por mês, não tem problema nenhum", disse Bolsonaro ao sair do Palácio da Alvorada.

Em resposta às declarações de Bolsonaro, Maia disse que deputados e senadores estão abertos a discutir uma possível redução salarial como forma de compensação para o pagamento das novas parcelas de R$ 600.

"Se todos os Poderes topassem cortar um valor que seja por seis meses, 10%, ou um percentual maior por menos tempo, para garantir os R$ 600, eu tenho certeza que o Parlamento vai participar e vai defender. Não tem nenhum problema", afirmou.

O presidente da Câmara ressaltou, no entanto, que reduzir somente o salário dos parlamentares não seria suficiente para cobrir as despesas.

"O salário dos parlamentares em relação aos custos tem uma diferença um pouco grande. Vai ficar distante para cobrir, mas se todos os três Poderes estiverem de acordo para cortar salários por alguns meses, para garantir os R$ 600, o Parlamento está disposto a sentar na mesa e conversar", argumentou.

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