Trump chama COVID-19 de 'presente da China'

© AP Photo / Patrick SemanskyApós policiais dispersarem os manifestantes, presidente dos EUA, Donald Trump, caminha até igreja em Washington, 1º de junho de 2020
Após policiais dispersarem os manifestantes, presidente dos EUA, Donald Trump, caminha até igreja em Washington, 1º de junho de 2020 - Sputnik Brasil
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Em uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (5) em Washington, o presidente dos EUA, Donald Trump, chamou a pandemia de COVID-19 de "presente chinês".

As relações entre as duas superpotências econômicas vivem mais uma crise nos últimos meses. Washington responsabiliza Pequim pela pandemia do novo coronavírus, além de criticar o governo chinês em relação aos protestos em Hong Kong, por suposto roubo de tecnologias e práticas comerciais injustas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou não saber se a China e os EUA poderão se dar bem novamente depois de Pequim ter "presenteado" os EUA com o novo coronavírus.

"Seria bom se dar bem com a China. Não sei se isso vai acontecer. Acho que eles querem se dar muito bem conosco", disse Trump, falando aos jornalistas em Washington nesta sexta-feira (5), se referindo ao acordo comercial com a China, assinado no início deste ano.

"Acho que vejo o acordo comercial um pouco diferente do que há três meses atrás", observou ele. "A tinta do acordo ainda não tinha secado quando surgiu a praga", acrescentou o político.

Trump disse que o coronavírus foi "um presente da China - um presente muito ruim". O presidente alegou que Pequim impediu a COVID-19 de se espalhar na China, em Wuhan, mas não em outras partes do mundo.

"[A doença] não foi para Pequim, não foi para outras partes da China. Então diga, como isso chegou na Europa, no mundo e nos Estados Unidos?", questionou Trump.

"Eles sabiam que era um problema, mas não impediram que chegasse aos Estados Unidos, Europa e ao resto do mundo. Alguém tem que fazer essas perguntas e chegaremos à uma resposta", completou o presidente dos EUA.

Ao comentar a competição econômica global EUA-China, Trump insistiu que a economia do país asiático não seria capaz de alcançar a América e que os EUA em breve voltariam a ser a maior economia do mundo "depois de se recuperar do coronavírus".

As tensas relações entre os EUA e a China se deterioraram ainda mais na semana passada, depois de Washington tentar levar a questão da autonomia de Hong Kong ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. O presidente Trump ameaçou adotar sanções contra a China e retirar o status comercial especial de Hong Kong. Pequim, por outro lado, exigiu que Washington ficasse fora dos assuntos internos da China. Na quarta-feira, os EUA anunciaram a suspensão dos serviços aéreos comerciais chineses para os Estados Unidos a partir de 16 de junho.

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