Racismo não pode ser 'normal', diz Obama após polícia assassinar homem negro

© AP Photo / Vincent ThianO ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz uma palestra.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faz uma palestra. - Sputnik Brasil
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O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama afirmou nesta sexta-feira (29) que compartilha a "angústia" pela morte de George Floyd em Minnesota e que o racismo não pode ser "normal".

"Isso não deveria ser 'normal' na América de 2020", disse Obama sobre a morte de Floyd, um homem negro de Minneapolis, e vários outros incidentes raciais recentes no país.

"Não pode ser 'normal'", afirmou o primeiro presidente negro dos Estados Unidos em comunicado. "Se queremos que nossos filhos cresçam em uma nação que cumpre seus mais altos ideais, podemos e devemos fazer melhor".

A morte de Floyd provocou três noites de tumultos em Minneapolis e protestos contra a brutalidade policial em outras cidades dos EUA.

Floyd, 46 anos, morreu depois que um policial se ajoelhou em seu pescoço por mais de cinco minutos enquanto ele estava algemado e no chão, informa a agência de notícias AFP.

Em sua declaração, Obama se referiu à morte de Floyd, mas também a outros dois incidentes raciais recentes nos Estados Unidos, um envolvendo um atleta negro morto a tiros por dois homens brancos na Geórgia e um negro que teve um confronto com uma mulher branca enquanto observava pássaros em um parque de Nova York.

"É natural desejar que a vida 'volte ao normal', pois uma crise pandêmica e econômica altera tudo ao nosso redor", disse Obama. "Mas temos que lembrar que, para milhões de americanos, ser tratado de maneira diferente por causa da raça é tragicamente, dolorosamente, enlouquecedoramente 'normal' - seja ao lidar com o sistema de saúde, ou interagir com o sistema de justiça criminal, ou correr pelas ruas ou apenas assistir pássaros em um parque".

Obama disse que os americanos precisam "trabalhar juntos para criar um 'novo normal' no qual o legado do fanatismo e do tratamento desigual não contagie mais nossas instituições ou nossos corações".

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