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Aras se manifesta contra apreensão de celular de Bolsonaro

© Folhapress / André CoelhoO presidente Jair Bolsonaro durante solenidade de lançamento de linha de crédito do BNDES para organizações filantrópicas, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).
O presidente Jair Bolsonaro durante solenidade de lançamento de linha de crédito do BNDES para organizações filantrópicas, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). - Sputnik Brasil
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O procurador-geral da República, Augusto Aras, manifestou-se nesta quinta-feira (28) contra apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre sua suposta interferência na Polícia Federal.

O pedido havia sido feito por três partidos, PDT, PSB e PV, e encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, relator do caso. 

Além do celular do presidente, foi pedida a apreensão dos aparelhos de seu filho, vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, do ex-diretor da Polícia Federal (PF) Maurício Valeixo e da deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

Segundo a decisão de Aras, as "diligências necessárias" em relação ao caso devem ser "avaliadas" pela PGR "na apuração em curso", não competindo aos partidos pedir "medidas apuratórias". 

Decisão cabe a Celso de Mello

"Tratando-se de investigação em face de autoridades titulares de foro por prerrogativa de função perante o Supremo Tribunal Federal, como corolário da titularidade da ação penal pública, cabe ao Procurador-Geral da República o pedido de abertura de inquérito, bem como a indicação das diligências investigativas, sem prejuízo do acompanhamento de todo o seu trâmite por todos os cidadãos", escreveu Aras em sua decisão, segundo o portal G1.

Antes de tomar uma decisão, Celso de Mello solicitou a opinião da PGR, como é de praxe em situações como essa. Agora, caberá ao decano do STF decidir se aprova o pedido das três legendas. 

Além do inquérito sobre a interferência aberto no STF, os partidos pediam uma nova investigação para apurar crime de corrupção ativa em troca de mensagens entre Carla Zambelli e Sergio Moro.

'Consequências imprevisíveis'

A deputada pediu que ele substituísse o então diretor da PF Maurício Valeixo, conforme queria Bolsonaro, e, em troca, ajudaria a convencer o presidente a indicar Moro para a próxima vaga no STF. Aras também foi contra esse pedido. 

Logo após Celso de Mello encaminhar a solicitação para a PGR, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, disse que a apreensão do celular do presidente traria "consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional". 

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