Marinha dos EUA planeja elevar capacidade de guerra eletrônica com nova antena de múltiplos feixes

© REUTERS / Ahmad MasoodDestróier John McCain da Marinha dos EUA depois da colisão nas águas de Singapura em 21 de agosto de 2017
Destróier John McCain da Marinha dos EUA depois da colisão nas águas de Singapura em 21 de agosto de 2017 - Sputnik Brasil
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A nova estratégia de Operações Marítimas Distribuídas da Marinha dos EUA busca maior precisão em ataques a navios inimigos, na obtenção de dados de drones e na detecção e interceptação de mísseis balísticos.

A Marinha dos EUA está impulsionando um novo conceito de Operações Marítimas Distribuídas (DMO, na sigla em inglês) para integrar cada vez mais diversos drones autônomos e melhorar a interação em tempo real de meios de ataque terrestre, aéreo e submarino.

Este conceito sugere uma melhor orientação de armas contra navios inimigos, bem como a detecção e interceptação de mísseis balísticos.

Nesta nova estratégia, as tecnologias e circuitos de antena recentemente patenteados possuem um papel importante. São avanços que permitiram melhorar as capacidades da Marinha dos Estados Unidos.

Parte do programa corresponde a um contrato de "avaliação e desenvolvimento" recém-premiado pela Unidade de Inovação de Defesa e assinado com a Isotropic Systems, segundo o portal Warrior Maven.

Segundo o presidente-executivo e fundador da Isotropic Systems, John Finney, o ambicioso plano busca "mesclar a capacidade comercial e militar de múltiplas frequências e de múltiplas órbitas para entregar dados de inteligência a uma única plataforma".

O plano trata de conectar plataformas terrestres entre si e com satélites utilizando orientação guiada por GPS, frequências de rádio e outros sistemas eletrônicos.

A ideia é que cada plataforma no solo opere independentemente, mas que também funcione como um elemento dentro de uma rede de guerra mais ampla.

​A Unidade de Inovação de Defesa dos EUA premiou um importante projeto de desenvolvimento de antenas da Isotropic Systems para testar a tecnologia de formação de feixe ótico em comunicações navais.

A plataforma é uma nova tecnologia de antena de múltiplos feixes que emite um sinal eletrônico preciso e estritamente configurado a uma série de satélites simultaneamente e que oferecerá maior precisão com a vantagem adicional de requerer menos consumo de energia a bordo.

A antena dependerá da inovadora tecnologia de lente ótica de formação de sinal da Isotropic, segundo o vice-presidente da I&D da Isotropic, Brian Billman.

Além disso, Billman ressaltou que os Radares de Varredura Eletrônica Aerotransportados (AESA, na sigla em inglês) seguem sendo efetivos e amplamente operacionais, a nova antena conta com uma lente ótica para emitir feixes precisos a diversos satélites, mantendo um sinal confiável através de múltiplas frequências simultaneamente.

A nova antena apresenta uma maior resistência operativa em combate, já que diversos sinais eletrônicos dispersos e de configuração estreita emitem um feixe menos detectável que o de uma antena AESA, explica Billman.

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