Marinha dos EUA quer mudar estratégia com novas fragatas para fazer frente à China, escreve portal

© AFP 2022 / MANMAN DEJETONavio de guerra americano USS Montgomery (foto de arquivo)
Navio de guerra americano USS Montgomery (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Embora careça de um plano preciso de construção de novos navios para se opor à China, Marinha norte-americana aposta em mudanças estratégicas no Pacífico.

Ao longo da última semana, a Marinha norte-americana anunciou dois dias de conversações com construtoras de navios para o desenvolvimento de uma nova classe de navios de logística que pode operar debaixo de fogo inimigo, assim como um navio antiminas não tripulado.

Ambos os projetos navais visam aumentar a presença dos fuzileiros navais americanos em territórios contestados ao longo do Pacífico, publicou o portal Breaking Defense.

Ao fundo disso, a força militar americana visa remodular suas forças anfíbias as equipando com armamentos de grande precisão antinavio e antiaéreo e tornando-as mais rápidas.

Tais forças deverão operar dentro do alcance de armas do inimigo, movendo-se por vias marítimas estreitas e usando pequenas ilhas para prover cobertura às forças aeronavais.

Novas fragatas

Para tornar tais mudanças possíveis, a Marinha norte-americana acredita que o uso de navios menores do que seus pesados meios anfíbios e porta-aviões seria mais propício.

Entre tais navios estariam fragatas mais manobráveis que os atuais destróieres da classe Arleigh Burke.

Além disso, elas deverão ter 32 silos para lançamento vertical de mísseis, contar com o novo sistema de radar SPY-6 e maior capacidade de geração de energia, característica necessária para a operação de armamentos que funcionarão por base de novas fontes de energia.

"Eu vejo isso [as fragatas] fazendo diversas coisas. Isso será um verdadeiro cavalo de trabalho auxiliando operações marítimas distribuídas no futuro", publicou a mídia citando o vice-almirante americano James Kilby.

O plano, que visa principalmente o Pacífico, onde tensões entre Washington e Pequim ganham território, também considera o uso de navios comerciais e a conversão de outros vasos para atender aos propósitos da mudança estratégica.

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