Comissário alemão adverte funcionários públicos contra utilização do WhatsApp

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Segundo Ulrich Kelber, comissário alemão para a proteção de dados, o aplicativo WhatsApp coleta dados que permitiriam indiretamente decifrar as identidades dos usuários.

O comissário alemão para a proteção de dados, Ulrich Kelber, alertou as autoridades federais contra a utilização do aplicativo de mensagens WhatsApp durante o trabalho à distância, em meio à crise do coronavírus, em uma carta divulgada pela mídia no domingo (17).

"Mesmo nestes tempos difíceis, a proteção de dados não deve ser negligenciada. Por este motivo, gostaria de salientar que a utilização do WhatsApp por uma agência federal está fora de questão", disse Kelber em um e-mail publicado pelo blog alemão sobre direitos digitais, Netzpolitik.

Ele avisou que, apesar de o Facebook (ao qual o WhatsApp pertence) não conseguir ler mensagens encriptadas, o aplicativo estava lhe fornecendo outros "metadados" como o endereço IP, a localização e o sistema operacional móvel, que poderiam ser utilizados para decifrar o perfil do usuário.

As autoridades alemãs utilizam o aplicativo para informar atempadamente os cidadãos sobre desinformação e esquemas de fraude digital. Kelber disse que isso prova que é necessário criar um outro serviço de informação confiável para satisfazer as rígidas regras de proteção de dados do país.

O WhatsApp Messenger é um serviço de mensagens interplataformas gratuito norte-americano, propriedade do Facebook, que permite aos usuários enviar mensagens de texto e voz, fazer chamadas de voz e vídeo, bem como compartilhar imagens, documentos, localização dos usuários e outras formas de multimídia.

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