EUA elaboram critérios para exploração da Lua

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NASA revela critérios para série de acordos que pretende propor a todos os países que desejem explorar o satélite natural da Terra. A Roscosmos, agência espacial russa, está pronta para discuti-los.

O projeto de uma série de acordos destinados a regular a nível internacional a exploração da Lua, foi apresentado pela NASA, que garante já ter iniciado negociações com vários países como parte de seu programa lunar Artemis, relançado em 2019.

A notícia foi avançada pelo jornal britânico The Independent. Os futuros acordos apontam para uma exploração do espaço para fins pacíficos com base em regras comuns e recurso a tecnologias compatíveis, com total transparência.

Os parceiros devem ajudar astronautas de outros países em situações de emergência, registrar abertamente os locais espaciais que descobrirem, publicar dados científicos, utilizar os recursos espaciais conforme os acordos internacionais, não dificultar o funcionamento de outras missões e lidar com os detritos de forma responsável, adianta o jornal.

Segundo a NASA, os acordos Artemis, que serão assinados bilateralmente, se basearão no acordo de 1967 que ainda regula a exploração espacial, mas com nova redação.

Em início de abril, Donald Trump assinou uma ordem executiva estabelecendo o direito dos Estados Unidos de explorar os recursos espaciais, ou seja, da Lua e dos asteroides.

Entretanto, Trump concordou em negociar acordos com outros países no prazo de seis meses. A Roscosmos considerou esta posição como agressiva e prejudicial à cooperação internacional.

Explorando a Lua com ou sem a Rússia?

Por sua vez, no início de maio, a mídia informou que a administração Trump estaria preparando um novo projeto de acordo internacional sobre a exploração dos recursos lunares e que convidaria o Canadá, o Japão, a União Europeia e os Emirados Árabes Unidos - não figurando a Rússia entre os potenciais signatários.

© Sputnik / Vladimir Astapkovich / Abrir o banco de imagensSilhueta do escudo da Rússia no Kremlin com Lua no fundo
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O diretor executivo da Roscosmos, Dmitry Rogozin, comparou o projeto à invasão do Iraque, onde os militares norte-americanos agiram militarmente sem mandato da ONU.

No entanto, a NASA qualificaria posteriormente como incorretas as informações sobre a ausência de Moscou entre os possíveis signatários dos acordos Artemis, convidando em 15 de maio a Roscosmos a participar dos acordos Artemis sobre a exploração da Lua.

Rússia pronta para colaborar

No mesmo dia, Roscosmos afirmou estar pronta para negociar.

"Projetos ambiciosos de exploração da Lua podem se tornar uma importante área de cooperação russo-americana durante esses tempos difíceis, quando os contatos diretos entre a Roscosmos e a NASA estão se tornando cada vez mais raros", afirmou o diretor-geral adjunto da agência russa, Sergei Saveliev.

Vale recordar que em 2017, Moscou e Washington já haviam assinado um acordo para a criação de uma estação orbital. A Rússia, contudo, se retirou do projeto em virtude do papel insignificante que lhe foi atribuído, que se limitava à criação de uma eclusa de ar e de sistemas de suporte de vida.

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