Trump e Bolsonaro usam pandemia de COVID-19 para fazer política, diz Samper

© REUTERS / Adriano MachadoEnfermeira empunha cartaz com nome de colega vítima da COVID-19, durante protesto em Brasília, 12 de maio de 2020
Enfermeira empunha cartaz com nome de colega vítima da COVID-19, durante protesto em Brasília, 12 de maio de 2020 - Sputnik Brasil
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Donald Trump e Jair Bolsonaro usam a pandemia para angariar benefícios políticos, disse o ex-presidente da Colômbia, Ernesto Samper, à Sputnik.

Na quinta-feira (14), a Sputnik se reuniu com o ex-presidente da Colômbia e ex-secretário geral da UNASUL para debater os efeitos da pandemia na América do Sul.

"É deprimente o tratamento que Trump tem dado ao vírus, fazendo pouco caso dos mortos no seu país, assim como as declarações de Bolsonaro, que parece não se dar conta de que o Brasil está se tornando o epicentro da pandemia", lamentou Samper.

Samper acredita que o presidente dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, se utilizam da pandemia para atingir fins políticos.

© Folhapress / Pedro LadeiraO presidente Jair Bolsonaro fala com apoiadores e com a imprensa ao sair do Palácio da Alvorada, em Brasília.
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O presidente Jair Bolsonaro fala com apoiadores e com a imprensa ao sair do Palácio da Alvorada, em Brasília.

"Trump usa a pandemia para a sua reeleição, e Bolsonaro para consolidar seu projeto político oligárquico, de uma maneira absolutamente desumana e cruel", disse Samper.

O ex-secretário geral da UNASUL ainda notou os casos da Bolívia, "que usa o coronavírus para adiar as eleições" e do Chile, que "mudou a data do plebiscito", marcado para atender às demandas da jornada de manifestações no país, em 2019.

© REUTERS / Bruno Kelly Indígena chora durante o funeral do cacique Messias Kokama, em Parque das Tribos, em Manaus (AM), 14 de maio de 2020
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Indígena chora durante o funeral do cacique Messias Kokama, em Parque das Tribos, em Manaus (AM), 14 de maio de 2020

Para Ernesto Samper, caso particularmente grave é o da Colômbia, país que governou entre 1994 e 1998.

"A Colômbia se utiliza [do novo coronavírus] para justificar o não cumprimento de acordos de paz", denunciou.

Para ele, há perigo sem precedentes de conflito armado entre a Colômbia e a Venezuela.

"A política colombiana tem sido muito agressiva em relação à Venezuela, país com o qual temos 2.500 quilômetros de fronteira. [A Colômbia] apoiou um suposto golpe que terminou em um episódio folclórico e, neste mês, apoiou uma invasão de mercenários", disse o ex-presidente colombiano.

Nesta sexta-feira (15), Ernesto Samper participará do V Encontro do Grupo de Puebla, que contará com palestra do economista laureado com o Prêmio Nobel, Joseph Stiglitz.

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