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COVID-19: 'Impossível estabelecer plano de tratamento em tão pouco tempo', diz médico

© REUTERS / Amanda Perobelli Enfermeiros do Hospital Dr. José Soares Hungria, em São Paulo, durante enterro de seu colega de trabalho, 23 de abril de 2020
Enfermeiros do Hospital Dr. José Soares Hungria, em São Paulo, durante enterro de seu colega de trabalho, 23 de abril de 2020 - Sputnik Brasil
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O governo de São Paulo começará a partir de segunda-feira (18) a realizar testagem em massa para pessoas com sintomas leves de coronavírus.

De acordo com o governo de São Paulo, a realização dos testes se dará de forma metodológica e por amostragem, identificando as regiões-chave do estado e faixas etárias específicas da população.

O infectologista, médico do Hospital de Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) e do Hospital Emílio Ribas, Álvaro Furtado da Costa, em entrevista à Sputnik Brasil, afirmou que houve uma grande demora para a realização da testagem em massa da COVID-19 em São Paulo.

"A gente sabe que São Paulo foi o epicentro da doença no Brasil e é muito importante você dimensionar a quantidade de casos, até para estabelecer um planejamento estratégico dentro do próprio estado, avaliar as diferenças regionais, avaliar a evolução e a extensão da doença no Brasil", observou.

De acordo com ele, a testagem do coronavírus é uma ferramenta importante no controle da doença, inclusive para avaliar a possibilidade de existir uma segunda leva de casos.

"A testagem em massa é importante para entender qual é a porcentagem de pessoas que entraram em contato com a doença, saber qual é prevalência da sorologia positiva, usar essa ferramenta para estabelecer o retorno às atividades de trabalho, dependendo do resultado desse exame, entender qual a proporção de pessoas que realmente tiveram contato com esse vírus", argumentou.

Ao comentar a questão do tratamento de pacientes com coronavírus, o especialista destacou que é uma doença muito nova e, por isso, "é impossível estabelecer um plano de tratamento para esta doença em tão pouco tempo".

"Falta mesmo um grande estudo que mostre evidência científica para a gente colocar na linha de frente. O que a gente tem feito é tratar bem o paciente, feito o diagnóstico na fase inicial, ter condições boas de terapia intensiva, ventilação mecânica, isso tem salvado muitos pacientes, muito mais do que medicações específicas", completou.

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