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Bióloga russa explica razão de resultados falsos negativos em alguns testes de coronavírus

© REUTERS / Evgenia NovozheninaMulher realizando teste da COVID-19 em Moscou (foto de arquivo)
Mulher realizando teste da COVID-19 em Moscou (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Testes para coronavírus e anticorpos associados podem ser enganadores e revelar resultados falsos negativos seja em que fase for da infecção, alerta bióloga russa.

Ancha Baranova, doutorada em ciências biológicas e professora da Escola de Biologia de Sistemas da Universidade George Mason (EUA), explicou à Sputnik em 11 de maio por que testes para SARS-CoV-2 e seus anticorpos podem dar um resultado falso negativo.

Primeira fase

Na primeira fase, mesmo na ausência de sintomas da doença, o vírus se reproduz e a pessoa infectada é portadora da infecção.

"Cerca de 40% das pessoas recebem o vírus de portadores assintomáticos. Após o primeiro estágio, começa o estágio em que os sintomas são visíveis. No entanto, em uma certa quantidade de pessoas a doença não vai além da primeira etapa", afirmou a bióloga.

Segundo Baranova, nesta fase a destruição do vírus ocorre graças aos interferons, que criam o sistema de defesa natural do organismo. O corpo é capaz de derrotar o vírus sem produzir anticorpos, portanto, um teste de despistagem de anticorpos em uma pessoa infectada nesta fase poderia dar um falso resultado negativo.

Segunda fase

Durante a segunda fase aparecem os primeiros sintomas, como temperatura e tosse, podendo mesmo haver falta de ar. Neste estágio, o vírus continua se reproduzindo, sendo aqui recomendado o uso de medicamentos antivirais como parte do tratamento da COVID-19. Além disso, o corpo aciona uma proteção adicional – a produção de anticorpos.

© REUTERS / Ueslei Marcelino Agente de saúde realiza teste do novo coronavírus na frente do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, 21 de abril de 2020
Bióloga russa explica razão de resultados falsos negativos em alguns testes de coronavírus - Sputnik Brasil
Agente de saúde realiza teste do novo coronavírus na frente do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, 21 de abril de 2020

"Uma pessoa também pode ficar pela segunda etapa, e a doença não passará para uma forma mais aguda. Nesta fase, o vírus pode ser derrotado por anticorpos. No pior dos casos, a doença não vai acabar porque a inflamação ainda está em curso, há pneumonia, mas devido a outros fatores. Esta situação pode levar a um teste negativo para o vírus. O próximo estágio está chegando, ainda mais severo. Repito, nesta fase o vírus pode ou não estar dentro de uma pessoa", acrescentou Baranova.

Terceira fase

A especialista também detalhou o que acontece na terceira etapa: pode ocorrer um choque de citocinas, uma inflamação descontrolada que danifica os tecidos do corpo.

Na maioria das vezes, nesta fase uma pessoa é hospitalizada, sendo necessário entubar e conectar o paciente a um ventilador pulmonar artificial.

"Na terceira etapa, o vírus se multiplica a um nível bastante baixo, e o fator mais importante na recuperação é a resiliência do organismo humano", concluiu a interlocutora da Sputnik.

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