OMS afirma que infectar voluntários pode ser decisivo para desenvolver vacinas contra COVID-19

© AP Photo / Cheng MinLaboratório na China em que profissionais de saúde realizam testes para identificar pacientes com coronavírus
Laboratório na China em que profissionais de saúde realizam testes para identificar pacientes com coronavírus - Sputnik Brasil
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Especialistas admitem que este tipo de pesquisa também implica riscos para a saúde dos participantes voluntários.

Um relatório, publicado na quinta-feira (6) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), defende que infectar voluntários com o coronavírus poderia ser de grande importância para desenvolver uma vacina.

O desenvolvimento de uma vacina para o coronavírus poderia evitar a perda de "milhões de vidas", que colocaria uma "pressão extrema nos sistemas de saúde em todo o mundo", salienta a organização, que recorda que as medidas tomadas até o momento, como quarentenas e distanciamento social, têm "enormes custos socioeconômicos".

De acordo com o relatório, pesquisas de infecções controladas, chamadas de "pesquisas de desafio humano", podem acelerar os ciclos de estudo, já que menos participantes devem estar expostos a vacinas experimentais para prover uma estimativa preliminar sobre sua eficácia e segurança. Também servem para comparar quão úteis são distintos medicamentos e, desta forma, selecionar os mais promissores para futuros estudos.

Ainda assim, a OMS enumera condições que deveriam ser cumpridas para realizar estes trabalhos. Entre elas estão a justifica científica, a avaliação dos riscos e benefícios potenciais, além do consentimento dos voluntários.

Em relação a quem pode ser candidato para participar das "pesquisas de desafio", os especialistas apontam pessoas saudáveis entre 18 e 30 anos e as que tenham mais possibilidades de se contagiar, como profissionais da saúde, evitando incluir pessoas de baixa renda e socialmente vulneráveis.

Riscos e benefícios

O relatório da OMS avalia os riscos e benefícios deste tipo de pesquisa. Quanto às vantagens, se indica que a nível de sociedade se salvariam vidas e se evitariam contágios, além de ser proporcionado um rápido regresso à normalidade global, tanto em termos econômicos como sanitários. Enquanto os indivíduos envolvidos, estes conseguiriam imunidade, pelo êxito de uma vacina experimental.

Contudo, a proposta também prevê riscos, como a perda de confiança neste tipo de pesquisa, entre outros motivos, por problemas de saúde pelos quais participantes poderiam sofrer, relacionados à inoculação do vírus e o teste com medicamentos, que poderiam inclusive levar à morte.

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