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STF autoriza depoimentos de ministros sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF

© REUTERS / Adriano MachadoPresidente Jair Bolsonaro deixa o Palácio do Alvorada, em Brasília
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, autorizou nesta terça-feira (5) a aplicação de novas medidas para apurar a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.  

Foram autorizados os depoimentos de dez pessoas, incluindo três ministros, sobre a susposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

A investigação ocorre a pedido da Procuradoria-Geral da República a partir das declarações do ex-ministro Sergio Moro.

Os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Walter Braga Netto (Casa Civil) e a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) estão entre os que tiveram o depoimento autorizado pelo STF.

© AP Photo / Eraldo PeresEx-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, faz um pronunciamento anunciando sua saída do governo Bolsonaro.
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Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, faz um pronunciamento anunciando sua saída do governo Bolsonaro.

Foi solicitada também uma perícia deo áudio e vídeo de uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, ministros e presidentes de bancos públicos, realizada em 22 de abril.

O inquérito investiga a suposta interferência de Jair Bolsonaro na superintendência da Polícia Federal. De acordo com Sergio Moro, o presidente pediu para indicar nova superintendência da PF no Rio de Janeiro.

Em depoimento à Polícia Federal no último sábado (2), Sergio Moro afirmou que conversou com o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, sobre a possibilidade de acatar ao pedido de Bolsonaro "para evitar uma crise". Valeixo, por sua vez, teria dito que, neste caso, não poderia permanecer no cargo.

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