Pandemia pode pôr fim à liderança mundial dos EUA, sugere jornal francês Le Monde

© REUTERS / Jonathan ErnstPresidente dos EUA, Donald Trump, durante briefing diário da força-tarefa contra o coronavírus na Casa Branca, em Washington, EUA, 23 de abril de 2020
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante briefing diário da força-tarefa contra o coronavírus na Casa Branca, em Washington, EUA, 23 de abril de 2020 - Sputnik Brasil
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A crise sanitária está mudando profundamente a relação entre as grandes potências. Depois da pandemia, a liderança dos EUA no mundo poderia estar em risco.

O editorial de 30 de abril do prestigiado jornal francês Le Monde foi dedicado ao cenário mundial que irá ser desenhado depois de debelada a pandemia do novo coronavírus.

O jornal prevê, entre outros, o fim da liderança mundial dos Estados Unidos e alerta para o fato de a Europa necessitar de começar a sua própria reconstrução.

Segundo o Le Monde, a crise pandêmica está mudando profundamente a relação entre as grandes potências, não estando os EUA mais exercendo o papel que haviam atribuído a si mesmos no século XX, o de liderança mundial.

© AFP 2022 / GEORGES GOBETBandeiras de União Europeia e dos EUA
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Bandeiras de União Europeia e dos EUA

A pandemia do coronavírus pôs fim à ordem internacional construída após a Segunda Guerra Mundial sob a égide dos Estados Unidos, assinala o jornal, que reconhece à ascensão da China um papel fundamental na desestabilização deste sistema.

"O fim da Guerra Fria, o desaparecimento da URSS e a ascensão da China desequilibraram gradualmente um mundo baseado na dualidade americano-soviética", afirma o autor do editorial.

Desta forma, o mundo tornou-se desequilibrado, com a "ordem bipolar" dando lugar a "uma desordem multipolar", escreve o Le Monde, que aponta a relutância norte-americana em reconhecer as novas regras do jogo.

Atitude europeia

O Le Monde conclui o editorial sublinhando que o novo coronavírus testou severamente a unidade da Europa, que se mostrou desarmada perante a pandemia e incapaz de organizar políticas de solidariedade com os países mais afetados da União Europeia.

"Mas se ela [a União Europeia] quiser influenciar e não sofrer as consequências de uma ordem mundial mais justa e segura no pós-crise, deve começar organizando a sua própria reconstrução econômica", conclui o editorial.

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