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Venezuela denuncia 'pressões indevidas' do Brasil para forçar saída de diplomatas

© AP Photo / Ariana CubillosApoiadores do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela (foto de arquivo)
Apoiadores do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A Venezuela criticou o governo brasileiro por determinar a saída de diplomatas venezuelanos que atuam no Brasil até sábado (2 de maio), e afirmou que eles não deixarão seus postos.

Por meio do Twitter, o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, disse que o Brasil exerce "pressões indevidas" para "forçar a saída intempestiva da equipe diplomática e consular venezuelana".

Além disso, o chanceler acusou o governo brasileiro de alegar "negociações" que "nunca foram realizadas" para justificar a retirada. 

A Venezuela informa a comunidade internacional sobre a violação do direito internacional por parte do governo do Brasil, ao forçar a saída de nosso pessoal diplomático e consular antes do dia 2 de maio, alegando negociações que nunca foram realizadas

Segundo o governo de Nicolás Maduro, com a medida, o presidente Jair Bolsonaro busca deixar desassistidos os cidadãos venezuelanos que vivem no Brasil durante pandemia da COVID-19. 

"O governo do senhor Jair Bolsonaro pretende agora aumentar o descaso com a comunidade venezuelana no Brasil, com uma manobra que busca provocar o fechamento dos escritórios consulares da Venezuela nesse país, após ter abandonado seus próprios compatriotas com a retirada unilateral da equipe diplomática e consular do Brasil na Venezuela", afirma comunicado do governo venezuelano. 

'Não abandonarão' seus cargos

Além disso, o governo Maduro disse que seus representantes diplomáticos e consulares "não abandonarão" seus cargos "sob subterfúgios" alheios ao direito internacional, que têm como "único propósito enganar a opinião pública" dos brasileiros "para dissimular sua aberta subordinação ao governo estadunidense". 

Na quarta-feira (29), o governo brasileiro, por meio de ofício do Itamaraty, informou a embaixada da Venezuela que seus diplomatas têm até 2 de maio para deixar o Brasil.

Em março, o Brasil já havia determinado a saída de vários diplomatas e funcionários consulares da Venezuela.

O governo Bolsonaro não reconhece Maduro como presidente legítimo e mantém relações com o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó. Já o governo da Venezuela, por sua vez, acusa o Brasil de estar ao lado de Estados Unidos e Colômbia para desestabilizar o país e justificar uma invasão.

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