Sinais de vida antiga em Marte podem ter resposta para nossa existência

CC BY 2.0 / Kevin Gill / MarsMarte (imagem de arquivo)
Marte (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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Um novo estudo da Universidade de Stanford, publicado pela revista AGU Advances, revelou que o alvo da sonda Perseverance da NASA em Marte é a cratera Jezero.

A cratera Jezero foi formada ao longo de períodos que promoveram a manutenção da vida e pode preservar evidências de vida antiga no planeta.

O delta de 3,5 bilhões de anos pode ter sido cortado por rios abundantes em água que fluíam pela área, conforme observado em imagens espaciais durante análises feitas por pesquisadores, conforme estudo publicado pela revista AGU Advances

Além disso, pesquisadores sabem que os deltas de rios na Terra preservam eficazmente as moléculas orgânicas associadas à vida, mas não há uma compreensão das taxas e durações dos eventos de construção de deltas, sabendo-se que o tempo para formar as camadas de sedimentos foi suficiente apenas para registrar traços de vida antiga, que supostamente havia em Marte.

"Provavelmente houve água durante uma duração significativa em Marte e esse ambiente era certamente habitável, mesmo que fosse árido [...] Mostramos que os sedimentos eram depositados rapidamente e que se houvesse orgânicos, teriam sido enterrados rapidamente, o que significa que provavelmente teriam sido preservados e protegidos", afirmou o autor principal do estudo e professor de ciências geológicas na Universidade de Stanford, Mathieu Lapôtre.

O estudo incorpora uma descoberta recente que pesquisadores fizeram sobre a Terra: rios sinuosos de rosca única, que não têm plantas crescendo sobre as margens, movem-se de lado cerca de 10 vezes mais rapidamente que os que têm vegetação.

Para o pesquisador, a formação dos rios era provavelmente descontínua, intercalando com períodos secos e tendo durado cerca de 400.000 anos.

Se a vida existiu, provavelmente não evoluiu além do estágio unicelular. Além disso, algum evento desconhecido que esterilizou o planeta paralisou sua evolução, indicando que a cratera Jezero poderia servir como uma espécie de cápsula do tempo preservadora dos sinais de vida como na Terra.

"Poder usar outro planeta como uma experiência de laboratório para saber como a vida poderia ter começado em outro lugar ou onde há um registro melhor de como a vida começou, isso poderia nos ensinar muito sobre o que é a vida", concluiu Lapôtre.

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