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Bolsonaro diz que Moro pediu assento no STF em troca da demissão do diretor da PF (VÍDEO)

© REUTERS / ADRIANO MACHADOJair Bolsonaro, presidente do Brasil, discursa após substituir seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por Nelson Teich
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O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, se pronunciou na tarde desta sexta-feira (24) sobre a demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Na manhã desta sexta-feira (24) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão do cargo após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, ocorrida à sua revelia e sem a sua anuência.

"Sabia que não seria fácil, uma coisa é admirar uma pessoa, outra é conviver com ela", disse Bolsonaro ao iniciar o discurso.

O presidente destacou que na manhã desta sexta-feira Moro demonstrou ter compromisso somente com ele próprio, "com seu ego e não com o Brasil".

Ele acrescentou que o ex-juiz tentou cravar "uma cunha entre eu e o povo brasileiro".

Bolsonaro destacou o "brilhante trabalho" de Sergio Moro durante a Lava Jato e narrou sobre a aproximação com o ex-juiz da Lava Jato na parte final de sua campanha para a presidência, e destacou ter avisado Moro e outros ministros que sempre teria o poder de veto.

Segundo Bolsonaro, a imprensa e "forças poderosas" estão se articulando para dificultar a sua gestão e atacou a imprensa e a esquerda.

Ele defendeu a troca na chefia da Polícia Federal e negou interferência na corporação.

"Eu não tenho que pedir autorização a ninguém para trocar o diretor ou qualquer outro que está na pirâmide do poder Executivo", declarou.

"A PF de Sergio Moro mais se preocupou com Marielle do que com o seu chefe supremo", reclamou Bolsonaro.

Bolsonaro reiterou que a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, foi a pedido do próprio. Para o presidente, Valeixo "estava cansado" e queria sair do cargo desde o início do ano.

Jair Bolsonaro acrescentou que Sergio Moro afirmou que a troca de Valeixo poderia ocorrer somente em troca de um assento no STF, provocando atrito entre os dois.

O chefe de Estado disse ainda não guardar mágoa de Sergio Moro, apesar de "acusações infundadas" e acrescentou que nunca pediu para blindar ninguém de sua família.

O discurso de Bolsonaro foi acompanhado por panelaços em diversas capitais do país.

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