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Lendário arquiteto poderia ter sido enterrado ao redor da 1ª pirâmide do Egito

© AP Photo / AMR NABILArqueólogos e trabalhadores são vistos no local dos túmulos de 3.500 anos perto da pirâmide de Saqqara, no Egito, a cerca de 30 km a sul de Cairo, em 6 de junho de 2002 (imagem referencial)
Arqueólogos e trabalhadores são vistos no local dos túmulos de 3.500 anos perto da pirâmide de Saqqara, no Egito, a cerca de 30 km a sul de Cairo, em 6 de junho de 2002 (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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Famoso cemitério egípcio de Saqqara guarda mistérios ao longo de 3 mil anos e nele pode estar enterrada uma das figuras mais célebres da antiguidade.

Chris Naunton, especialista na história do Egito Antigo, comentou ao jornal Express estar "100% confiante" de que existem tumbas por descobrir próximo à famosa Pirâmide de Djoser - a primeira do tipo a ser construída, no século XXVII a.C. Além disso, existe uma "grande possibilidade" de que seu arquiteto, Imotep, tenha sido enterrado no local.

O autor do livro "Procurando Pelas Tumbas Perdidas do Egito" afirma estar bastante confiante sobre a localização da tumba do arquiteto da antiguidade.

Nascido fora da realeza, existem relatos de que Imotep era muito respeitado pela família do faraó. Dois mil anos após sua morte, foi considerado também uma sumidade da medicina.

"A possibilidade mais fascinante para um egiptólogo é a de encontrar uma tumba real", recordou Naunton, contrariando os que dizem ser pouco provável encontrar algo parecido, pois todos os estudos arqueológicos já teriam sido feitos.

"Ainda que o Egito tenha sido objeto da atenção de arqueólogos e do público em geral, ainda existem partes dos cemitérios mais conhecidos que não foram devidamente estudadas", explica.

O arqueólogo recordou como exemplo o cemitério de Saqqara da antiga capital egípcia Mênfis, que "foi usado por 3 mil anos e, na maior parte deste período, era o mais importante cemitério de todo o país". A necrópole está situada cerca de 30 km a sul da atual cidade do Cairo.

Quando questionado porque Saqqara não atrai a atenção de muitos de seus colegas da área, Naunton argumentou que escavar é muito mais difícil do que aparenta.

"Existem muitas camadas arqueológicas lá e cavar é algo que consome muito esforço. Nos últimos 120 anos, os arqueólogos estão conscientes de que não se pode somente escavar e ignorar, tudo deve ser devidamente documentado e registrado", afirmou o especialista no Egito Antigo, agregando que o período de escavações deve ser multiplicado por 10 ou 20 para chegar ao momento necessário para documentar todas as descobertas.

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