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Dióxido de nitrogênio estaria ligado a maior mortalidade por COVID-19, descobre cientista

© AP Photo / Emilio MorenattiPassageiros usam máscaras para se proteger do novo coronavírus em uma estação de metrô de Barcelona, na Espanha.
Passageiros usam máscaras para se proteger do novo coronavírus em uma estação de metrô de Barcelona, na Espanha. - Sputnik Brasil
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Segundo o pesquisador Yaron Ogen, a concentração do dióxido de nitrogênio e o bloqueio do fluxo de ar por causa de montanhas aumentariam a mortalidade provocada pela doença.

A poluição com dióxido de nitrogênio (NO2) aumenta o risco de mortalidade da COVID-19, afirma o cientista Yaron Ogen da Universidade Martin-Luther em Halle-Wittenberg, em um estudo publicado no portal ScienceDirect.

Vários estudos mostram que a exposição prolongada ao dióxido de nitrogênio pode levar a hipertensão, diabetes, doenças pulmonares e cardiovasculares e até à morte, pelo que o cientista decidiu analisar o impacto deste elemento tóxico em pacientes com COVID-19.

"Os dados do Sentinel-5P mostram dois hotspots principais de NO2 sobre a Europa: Norte da Itália e área metropolitana de Madri", diz o estudo.

Os dados do Sentinel-5P mostram dois grandes focos de NO2 na Europa: o norte da Itália e a área metropolitana de Madri", indicou Ogen, concluindo que "a exposição crônica pode contribuir significativamente para as altas taxas de mortalidade da COVID-19 nessas regiões".

Ele concluiu ainda que os níveis de poluição são mais altos em áreas cercadas por montanhas, que bloqueiam o fluxo de ar.

O pesquisador descobriu que, até 19 de março, um total de 4.443 casos letais de COVID-19 haviam sido registrados na Itália, França, Espanha e Alemanha, e que 78% deles ocorreram em quatro regiões do norte da Itália e na comunidade de Madri.

Ao mesmo tempo, o cientista aponta a necessidade de um estudo mais aprofundado de fatores como a idade dos pacientes e doenças pré-existentes.

De fato, a Itália e a Espanha têm atualmente o maior número de mortes, 24.648 e 21.282, respectivamente, da COVID-19 após os EUA, com mais de 42.300 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA).

As principais fontes de emissão de NO2 são fábricas e usinas de energia, bem como o transporte por veículos movidos a combustíveis fósseis.

Em novembro de 2019, especialistas da União Europeia informaram que o transporte gera 47% do óxido de nitrogênio e que uma política de redução do tráfego poderia reduzir a poluição em 40%.

A Agência Espacial Europeia observou em março, após o surto do coronavírus, uma diminuição nas concentrações de dióxido de nitrogênio nas cidades europeias, com reduções significativas em Paris, Milão e Madri.

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