Este lugar do mundo teria vencido totalmente o coronavírus

© AFP 2022 / JONATHAN NACKSTRANDVilarejo de Kulusuk, na Groenlândia (foto de arquivo)
Vilarejo de Kulusuk, na Groenlândia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Groenlândia afirma que os únicos 11 contagiados se recuperaram e estão agora livres do vírus. Mesmo assim, o território dinamarquês mantém isolamento.

Não obstante só ter uma população de cerca de 60 mil habitantes, a Groenlândia é um dos maiores territórios do mundo.

Pertencente à Dinamarca, este lugar remoto registrou 11 casos de COVID-19, enquanto em toda a Dinamarca tal número beira os seis mil, sendo que 260 destes faleceram.

Contudo, na Groenlândia todos os contagiados foram submetidos a quarentena e se recuperaram, publicou o portal EUobserver.

Fim dos temores?

Apesar da boa notícia, o temor de uma nova onda de contágios persiste.

"A pandemia ainda pode golpear com força – com muita força – a Groenlândia, sua população dispersa de uns 57 mil habitantes e seu sistema de saúde limitado", escreveu a mídia.

No passado, a Groenlândia apresentou grandes números de mortos por epidemias.

Em 1801, uma epidemia de varíola tirou a vida de 80% da população da cidade de Sisimiut, enquanto um surto de sarampo também ocasionou elevado número de fatalidades em 1954.

Sistema de saúde limitado e quarentena

Comentando o assunto, o ex-ministro da Saúde da Groenlândia, Ove Rosing Olsen, afirmou que a precariedade do serviço de saúde pública local poderia ocasionar muitas mortes.

"Nossa capacidade de lidar com insuficiência respiratória é muito limitada. Se o sistema ficar sobrecarregado com demasiados pacientes com sintomas graves, muitos que poderiam ser salvos com um tratamento apropriado irão morrer. Ao invés de permitir o vírus se espalhar, o que está em causa é mantê-lo à distância até uma vacina ser disponibilizada", afirmou.

A Groenlândia restringiu seu acesso por via marítima e aérea na tentativa de prevenir a propagação do coronavírus.

Tal quadro poderia se estender por mais tempo.

"Creio que teremos de ter muito pouco contato com os outros por mais tempo, talvez por mais 12 meses", acrescentou Olsen.

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