Economia da América Latina recuará 4,6% em 2020, diz Banco Mundial

© REUTERS / Yuri GripasÁtrio na sede do Banco Mundial em Washington, EUA (foto do arquivo)
Átrio na sede do Banco Mundial em Washington, EUA (foto do arquivo) - Sputnik Brasil
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O coronavírus pode causar uma queda de 4,6% no PIB na América Latina e Caribe e forçar governos a assumirem participação em empresas, afirmou o Banco Mundial neste domingo (12). 

De acordo com o Banco Mundial, a economia da região pode cair 4,6% neste ano e crescer 2,6% em 2021. A Venezuela não foi incluída nas previsões do órgão, informa a agência de notícias Associated Press.

O prognóstico é ainda mais dramático do que a contração de 1,8% a 4% projetada no início deste mês pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

A pandemia afetou o turismo, a demanda por produtos da região e remessas cruciais enviadas para casa por migrantes nos EUA e em outros lugares.

O Banco disse que os governos precisarão acelerar rapidamente os programas de assistência social existentes, além de apoiar instituições do setor financeiro e fontes importantes de emprego.

"Para apoiar empregos e empresas, os governos podem precisar assumir participações em empresas estrategicamente importantes. Para evitar uma crise financeira, eles podem precisar recapitalizar os bancos e absorver ativos que não têm desempenho".

Humberto Lopez, vice-presidente interino do banco para a região, disse: "Precisamos ajudar as pessoas a enfrentar esses enormes desafios e garantir que os mercados financeiros e os empregadores possam enfrentar a tempestade. Isso significa limitar os danos e lançar as bases para a recuperação o mais rápido possível''.

Durante a Grande Recessão que começou em 2008, os Estados Unidos assumiram participações em empresas como a General Motors por meio do Programa de Alívio de Ativos Com Problemas.

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