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OPEP+ adota declaração de cooperação com redução da produção de petróleo, mas México não aceita

© REUTERS / Leonhard FoegerLogotipo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), perto de um sinal de trânsito, é visto fora da sede da OPEP em Viena, Áustria, 9 de abril de 2020
Logotipo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), perto de um sinal de trânsito, é visto fora da sede da OPEP em Viena, Áustria, 9 de abril de 2020 - Sputnik Brasil
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Os membros da OPEP+, em reunião na quinta-feira (9), discutiram os termos do novo acordo de corte de produção de petróleo, mas não chegaram a um consenso devido à decisão do México de se retirar das negociações.

O Ministério da Energia do Azerbaijão afirmou em comunicado que a OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados) adotou uma nova declaração de cooperação que prevê uma redução em três etapas na produção de petróleo, que, se implementada, reduzirá a produção de petróleo em 23%, ou 10 milhões de barris por dia. O ministério azeri também informou que o México se recusou a aceitar a proposta.

"Durante a nona reunião dos ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, no formato de uma videoconferência, a nova Declaração de Cooperação foi adotada após algumas discussões de 11 horas, sob a condição de que o México aceitasse os cortes propostos. Nota-se que a nova Declaração de Cooperação prevê a redução em três etapas da produção diária de petróleo em comparação com o nível de outubro de 2018", afirmou o ministério.

Se o acordo for aprovado, os países da OPEP+ reduzirão sua produção diária de petróleo em 23%, ou 10 milhões de barris em comparação com outubro de 2018.

"Em julho-dezembro de 2020, a produção diária de petróleo será reduzida em 8 milhões de barris, ou 18% em relação a outubro de 2018. De acordo com a Declaração de Cooperação, de janeiro de 2021 a abril de 2022, a OPEP + deve reduzir a produção em 6 milhões de barris por dia em comparação com outubro de 2018. Espera-se que, durante esse período, os compromissos de produção das nações da OPEP totalizem 3.651 milhões de barris [por dia], enquanto os dos que não são da OPEP devem ser de 2,349 milhões de barris", acrescentou o ministério azeri.

© REUTERS / Heinz-Peter BaderLogo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)
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Logo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)

Anteriormente, a assessoria de imprensa do Ministério da Energia do Cazaquistão declarou que a OPEP+ não havia alcançado um acordo até o final das negociações de quinta-feira (9), mas que o Cazaquistão espera que um consenso sobre a redução coletiva da produção de petróleo, "que impactará positivamente a indústria do petróleo", seja alcançado em um futuro próximo.

O Cazaquistão, um dos países incluídos no formato OPEP+, observou em comunicado que está pronto para ingressar no acordo, caso seja selado.

"Esperamos os resultados positivos das próximas negociações. O desequilíbrio que observamos no mercado global de petróleo mostra que os esforços dos países da OPEP+ são insuficientes neste caso e precisamos que todos os concorrentes do mercado participem. Por nossa vez, entendemos a importância da agenda de hoje e estamos prontos para participar da redução coletiva da produção de petróleo", disse o ministro da Energia do Cazaquistão, Nurlan Nogaev.

Posição do México

A ministra da Energia do México, Rocio Nahle, tweetou que o país estava pronto para reduzir a produção nacional de petróleo em 100.000 barris por dia, de maio a junho.

Segundo o Ministério da Energia do Azerbaijão, o México discordou do acordo de cooperação adotado que prevê cortes consecutivos mais altos na produção de petróleo de 400, 320, 240 mil barris diários – que correspondem a cada uma das três etapas.

O ministro do Petróleo do Kuwait declarou no Twitter que o México estava "obstruindo" o acordo de todos os Estados-membros para reduzir a produção de petróleo em 10 milhões de barris por dia.

Esperado esforço do Brasil na OPEP+

O ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou na sexta-feira que o pacto final de fornecimento de petróleo da OPEP+, para reduzir 10 milhões de barris por dia, "depende do" ingresso do México nos cortes.

"Espero que o México veja os benefícios desse acordo não apenas para o México, mas para o mundo inteiro. Todo esse acordo depende de o México concordar com ele", afirmou.

O príncipe saudita acrescentou que espera que países como EUA, Canadá, Brasil e outros se unam aos esforços da OPEP+ para estabilizar o mercado de petróleo "usando suas próprias abordagens".

A reunião da OPEP+ ocorreu em uma forma de videoconferência on-line, reunindo membros da organização e outros países que não fazem parte do grupo para criar um novo acordo de corte de produção de petróleo, na tentativa de estabilizar o mercado de petróleo que enfrenta a atual pandemia do coronavírus.

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