Falecidos pela COVID-19 saturam hospitais de Nova York (VÍDEO)

© AP Photo / John MinchilloCadáver de paciente morto pelo coronavírus sendo levado para um caminhão em Nova York, nos EUA
Cadáver de paciente morto pelo coronavírus sendo levado para um caminhão em Nova York, nos EUA - Sputnik Brasil
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O aumento das mortes na cidade de Nova York, epicentro da crise sanitária nos EUA, impactou a capacidade de armazenamento de corpos em hospitais e saturou os necrotérios locais.

A Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA está enviando 250 ambulâncias, cerca de 500 técnicos de emergência médica e paramédicos e 85 caminhões frigoríficos para utilizá-los como necrotérios temporários.

Assim foram os últimos dias no Centro Hospitalar do Brooklyn, onde funcionários com uniformes protetores levam corpos de vítimas do coronavírus a carros frigoríficos. O hospital afirmou em um comunicado que a "crise sem precedentes demanda medidas extraordinárias" e que é necessário armazenamento extra "para atender ao trágico aumento nos falecimentos, o que aumenta a carga em todo o sistema de saúde: de hospitais a funerárias".

"As famílias dos doentes não podem realizar os preparos com rapidez e seus entes queridos que faleceram ficam nos hospitais mais tempo que o habitual; portanto, existe a necessidade desta alternativa de espaço", comunicou o hospital.

A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) entregou caminhões frigoríficos a diversos hospitais da cidade norte-americana, enquanto a equipe forense colocou em marcha um necrotério improvisado.

Em alguns hospitais, os caminhões permanecem estacionados nas ruas, ao lado de calçadas e na frente de apartamentos. Veículos e ônibus passam enquanto os cadáveres são carregados.

A situação é retratada em diversos vídeos difundidos nas redes sociais.

​Uma triste cena no Hospital do Brooklyn

Como medida para auxiliar os hospitais saturados, a Marinha dos EUA enviou o navio-hospital Comfort para atender a pacientes com o novo coronavírus.

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, agradeceu a chegada da embarcação e publicou nas redes sociais um chamado aos agentes médicos de todo o país para que trabalhem em Nova York.

Até o momento, com mais de 180 mil infecções, os EUA são o país com o maior número de casos registrados.

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