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Força Nacional pode ajudar estados sem 'estrutura' durante pandemia, diz ex-instrutor do BOPE

© Fernando Frazão/Agência BrasilForça Nacional nas eleições
Força Nacional nas eleições - Sputnik Brasil
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Por meio de portaria, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, autorizou o uso da Força Nacional por até dois meses durante a pandemia de COVID-19.

O decreto prevê que as tropas possam realizar atividades como reforço e apoio do trabalho de centros de saúde, evitar saques e vandalismos, garantir a segurança no transporte de alimentos, reforçar o efetivo policial, entre outras medidas. 

Criada pelo então presidente Lula em 2004, a Força Nacional é composta por policiais militares, policiais civis, bombeiros militares e profissionais de perícia dos estados e do Distrito Federal.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o ex-capitão do BOPE, Paulo Storani, avalia de maneira positiva o emprego da Força Nacional. 

"É uma tropa de fácil mobilização, ela tem sempre um efetivo em prontidão para atuar em circunstâncias extraordinárias e, com certeza, o momento que estamos vivendo hoje se enquadra perfeitamente dentro desse aspecto. Então é uma decisão inteligente e necessária em razão do que estamos experimentando neste momento", diz Storani. 

O ex-capitão do BOPE afirma que a Força Nacional pode ser de especial ajuda em estados sem a "estrutura" de segurança pública necessária para o momento crítico vivido pelo país. O desenho institucional da Força Nacional estabelece que ela pode ser empregada após solicitação do estado, de modo que é necessário um diálogo entre as autoridades estaduais e o governo federal. O uso das tropas, avalia Storani, mostra sinergia entre os diferentes ministérios do governo de Jair Bolsonaro.

"A Força Nacional está preparada, ela já atua dentro desses parâmetros que são estabelecidos para questões de segurança e segurança pública", diz o especialista.

Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (31) informa que a COVID-19 causou a morte de 201 pessoas e o número de infectados pelo novo coronavírus atingiu 5.717.

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