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Colômbia registra onda de rebeliões em presídios devido à COVID-19 (VÍDEOS)

© Foto / Stéfany SeixasTransferência de presos na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Amazonas.
Transferência de presos na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Amazonas.  - Sputnik Brasil
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Com superlotação de 53% de seus presídios, a Colômbia registra rebeliões em pelo menos 10 penitenciárias, com detentos insatisfeitos com as medidas do governo contra a pandemia de coronavírus.

Entre as cidades palco das rebeliões estão Bogotá, Jamundí, Cómbita e Ibagué, com os motins sendo registrados em unidades penitenciárias quer masculinas, quer femininas.

Conforme publicou o jornal El Espectador, as ações se iniciaram durante a última noite e foram marcadas por incêndios.

Tiroteios têm sido ouvidos, enquanto mensagens no WhatsApp, atribuídas aos condenados, mostram detentos pedindo armas aos seus comparsas.

Assim está a situação neste momento fora do presídio La Modelo, em Bogotá.

No presídio La Modelo, na capital do país, detentos se amotinaram no pátio da unidade aos gritos de "vamos para a rua".

Cena semelhante foi filmada no presídio feminino Buen Pastor, também em Bogotá.

Presídio de mulheres Buen Pastor não está alheio à emergência carcerária. Com panelas, mulheres exigem em Bogotá cumprir sua pena em condições seguras para não perder a vida diante ao iminente surto massivo de coronavírus.

O levante tem sido resultado do temor de que a pandemia possa alcançar os prisioneiros, enquanto os mesmos acusam o governo de "adotar medidas de prevenção pouco eficazes".

Em outro vídeo feito em La Modelo, ouve-se um dos detentos dizendo que "não somos ninguém para eles" e "somos abandonados como cachorros".

Prisão de La Modelo

Primeira morte no país

As rebeliões se deram logo após a Colômbia anunciar a primeira morte pela COVID-19.

Trata-se de um taxista de 58 anos que vivia na cidade de Cartagena, no norte do país.

Por sua vez, o presidente Iván Duque decretou na semana passada uma quarentena obrigatória no país.

Superlotação

Ainda de acordo com a mídia, a superlotação do sistema carcerário colombiano passa dos 53%.

Pelo menos 123.434 homens e mulheres estão presos, embora existam vagas somente para 80.373 pessoas nas celas do país.

Além da superlotação, os detentos também reclamam de outras más condições nos presídios.

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