Fusão de 2 estrelas teria originado supernova azul gigantesca em galáxia vizinha

© NASA . NASA, JPL-CaltechSupernova Cas A, na constelação de Cassiopeia, ajudou os astrônomos a revelar qual destino espera a Terra e outros planetas do Sistema Solar após a morte do Sol
Supernova Cas A, na constelação de Cassiopeia, ajudou os astrônomos a revelar qual destino espera a Terra e outros planetas do Sistema Solar após a morte do Sol - Sputnik Brasil
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Duas estrelas de uma galáxia ao lado da nossa se uniram para criar um evento espacial épico, fundindo-se em uma estrela supergigante, que posteriormente provocou uma enorme supernova, indica pesquisa.

Astrofísicos do prestigiado instituto de pesquisa científica RIKEN no Japão parecem ter finalmente resolvido o mistério de uma explosão épica de estrelas, que tem sido um enigma desde que foi testemunhada por astrônomos em 1987.

A supernova, apelidada de SN 1987A, ocorreu na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã satélite que orbita a Via Láctea.

Especialistas passaram mais de 30 anos examinando as consequências dessa destruição violenta, na tentativa de compreender a estrela e a causa do seu cataclismo.

Em geral, a estrela-mãe deste tipo de supernova é uma supergigante vermelha, mas as observações mostraram que SN 1987A se originou de uma explosão de uma supergigante azul compacta, formada pela fusão de duas estrelas.

"Tem sido um mistério a estrela-mãe ser uma supergigante azul", disse Masaomi Ono, do RIKEN.

Este tipo de supernova ocorre quando o núcleo de uma estrela maciça já não consegue suportar a sua própria gravidade, revela o estudo.

Ela colapsa sobre si mesma e desencadeia uma enorme explosão que oblitera as camadas externas da estrela e deixa uma estrela de nêutrons ou buraco negro pelo caminho.

© NASA . NASA/JPL-Caltech/IPACResquícios da supernova HBH 3
Fusão de 2 estrelas teria originado supernova azul gigantesca em galáxia vizinha - Sputnik Brasil
Resquícios da supernova HBH 3

A simulação revelou que, durante a fusão, a estrela maior teria violentamente removido a matéria da sua companheira menor, enviando-a em espiral para dentro até ser completamente absorvida para formar uma supergigante azul de rotação rápida.

Essa pesquisa, publicada na revista Astrophysical Journal, pode também ajudar a encontrar a estrela de nêutrons que se formou durante a supernova, e que, apesar de 30 anos de pesquisa, ainda não foi localizada.

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