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Depois de salvar as pessoas físicas, governo precisa pensar nas pessoas jurídicas, diz empresário

© Folhapress / Alessandro Buzas/Futura Press Comércio fechado na região de Botafogo no Rio de Janeiro (RJ), nesta sexta-feira (20), por conta do novo coronavírus.
 Comércio fechado na região de Botafogo no Rio de Janeiro (RJ), nesta sexta-feira (20), por conta do novo coronavírus. - Sputnik Brasil
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A pandemia da COVID-19 causa, além de mortes e esgotamento do sistema de saúde pública dos países, paralisação total de algumas atividades econômicas.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou uma estimativa nesta quarta-feira (18) de que a pandemia da COVID-19 pode destruir até 25 milhões de postos de trabalho no mundo inteiro.

A OIT estima também que entre 8,8 milhões e 35 milhões a mais de pessoas estarão trabalhando em situação de pobreza em todo o mundo, em comparação com a estimativa original para 2020, que previa uma diminuição de 14 milhões nesse grupo.

Em entrevista à Sputnik Brasil, George Pinheiro, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), defende que o governo federal adote medidas que ajudem os empresários a manterem seus negócios durante a paralisação das atividades.

"O governo agora mandou fechar as lojas de rua. Nós concordamos, nós achamos que primeiro nós temos que nos salvar como pessoas, mas ao mesmo tempo o governo tem que salvar as pessoas jurídicas, porque sem as pessoas jurídicas nós não vamos pagar as contas das pessoas físicas", disse.

George Pinheiro diz que o olhar principal deve se direcionar principalmente aos donos das micro, pequenas e médias empresas.

"Todos os setores que têm micro, pequenas e médias empresas representam 90% do comércio do Brasil. Vamos ter sinceridade, as grandes empresas, as empresas multinacionais sempre vão ter a sua estrutura de respaldo financeiro, de estrutura de pessoal, de maneiras de sobreviver", defendeu.

Segundo George Pinheiro, a paralisação das atividades por conta da pandemia do novo coronavírus é "um impacto que nós não temos ainda noção do que vai acontecer e em quanto tempo".

"Nenhuma empresa tem estoque de recursos financeiros esperando que pode eventualmente amanhã passar 15 dias fechada. Não existe isso. As empresas até podem ter estoque de mercadoria que estão à sua disposição para ela vender e pagar em seguida, fora disso, é utopia", completou.

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