Irã solta 85 mil prisioneiros em meio ao coronavírus, diz mídia

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Citando o porta-voz do Ministério da Saúde do Irã, Kianoush Jahanpour, mídia declarou que o país soltou cerca de 85 mil prisioneiros, temporariamente, para combater a pandemia.

A notícia se dá logo após Teerã ter confirmado mais 135 mortes pela COVID-19, elevando assim o número total de fatalidades para 988.

Conforme publicou o tabloide Daily Mail, o porta-voz do Ministério da Saúde do país, Kianoush Jahanpour, confirmou que cerca de 85 mil prisioneiros foram soltos temporariamente.

Segundo a Justiça do país, tais prisioneiros apresentam baixo risco para a segurança pública do Irã.

"Também nas prisões estamos tomando medidas de precaução para combater o surto", disse Gholamhossein Esmaili, porta-voz do Judiciário iraniano.

Não se sabe até o momento por quanto tempo os prisioneiros soltos ficarão em liberdade.

Coronavírus no Irã

Enquanto o vírus se propaga pelo país, medidas têm sido tomadas para combater a doença.

Entre elas estão os esforços para fechar santuários islâmicos, em particular o de Fatima Masumeh, na cidade de Qom, e de Imam Reza, em Mashhad.

Por sua vez, a notícia do fechamento irritou religiosos locais, os quais realizaram atos de protestos contra a decisão, informou The New York Times.

Tais lugares são santuários frequentados dia e noite por religiosos muçulmanos que oram e beijam o chão dos recintos.

"Nós estamos aqui para dizer que Teerã está muito errado em fazer isso", declarou um líder xiita no santuário de Mashhad.

As autoridades sanitárias do país haviam pedido previamente ao clero muçulmano iraniano para fechar os lugares.

Por outro lado, o país tem acusado as sanções americanas de agravarem ainda mais a situação, uma vez que impedem o Irã ter acesso a remédios importados

Ajuda internacional

Hoje (17), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou o envio de ajuda humanitária para o Irã com o fim de combater o vírus.

"Isso foi feito, e nós estamos planejando possíveis futuros passos nessa direção [da ajuda humanitária]", declarou o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov.

Anteriormente, o país também recebeu ajuda de outros países, em particular da França, Reino Unido e Alemanha, além da OMS, segundo o porta-voz da chancelaria do país, Abbas Musavi.

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