Governo tenta mostrar que Brasil 'está atento' ao coronavírus, diz economista

© REUTERS / Adriano MachadoPaulo Guedes em coletiva de imprensa sobre o coronavírus.
Paulo Guedes em coletiva de imprensa sobre o coronavírus. - Sputnik Brasil
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O governo de Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, tentam organizar uma resposta aos impactos econômicos do coronavírus.

Ainda em fevereiro, o Banco Central anunciou a redução da alíquota de recolhimento compulsório sobre recursos a prazo e a redução da parcela dos recolhimentos compulsórios considerados no Indicador de Liquidez de Curto Prazo dos bancos. As medidas podem trazer uma injeção de R$ 135 bilhões.

Nesta semana, foram anunciadas outras medidas. Com o avanço do coronavírus no Brasil, e de medidas de limitação de circulação de pessoas, o ministério da Economia adotou outras ações para gerar liquidez, como antecipação do 13° de aposentados e pensionistas, redirecionamento do PIS/Pasep para o FGTS, abono salarial, entre outros.

Bolsonaro disse que as medidas buscam satisfazer o "atendimento aos mais vulneráveis, à manutenção de empregos, reforços na saúde".

Em entrevista à Sputnik Brasil, o economista e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Josilmar Cordenonssi afirma que as medidas tentam demonstrar que a equipe econômica acompanha os impactos da COVID-19, nome da doença causada pelo coronavírus, na economia. 

"As empresas vão sofrer um período de praticamente faturamento zero, enquanto têm que pagar salários e uma série de contas, impostos inclusive. É para tentar diminuir esse pânico, dizer que o governo ainda tem medidas, na medida do possível, ir liberando para dar apoio à sociedade como um todo", diz Cordenonssi. "Essa solidariedade vai ter que existir por toda a sociedade para poder enfrentar esse período. Entre patrões e empregados, credores e devedores e assim por diante".

Ao redor do globo, bancos privados e governos anunciam medidas bilionárias para injetar dinheiro na economia e atenuar os efeitos da pandemia. 

Cordenonssi avalia que os recursos anunciados pelas autoridades brasileiras são insuficientes, mas ressalta que o próprio governo sabe disso e que o cenário é difícil por conta da incerteza e dificuldade de fazer previsões. 

"Estamos enfrentando um inimigo que não é conhecido, no máximo temos alguma antecipação pelo que está acontecendo na Itália e nos países europeus", diz o economista. "Todos os recursos que forem necessários para dar suporte à nossa população, tem que ser feito [tudo]".
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