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Especialista: Brasil não tem infraestrutura para investir em digitalização em resposta ao Sars-Cov-2

© Folhapress / Bruno Rocha /FotoarenaHomem se protege com máscara em vagão da linha 2 Verde do metrô de São Paulo.
Homem se protege com máscara em vagão da linha 2 Verde do metrô de São Paulo. - Sputnik Brasil
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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (11) sugerindo que instituições de ensino se prepararem para atividades escolares a distância por causa do novo coronavírus.

Weintraub também citou a possibilidade de alterações no período de férias.

"Uma cidade ou região que precise ter uma atenção mais especial [é importante] que nós tenhamos prontos plano de aulas remotas, você manda aulas para os alunos, disponibiliza o email, Youtube, Skype, Internet, para evitar aglomeração, evitar transmissão mais aguda do novo coronavírus", diz no vídeo.

Para Sérgio Amadeu, pesquisador na área de Tecnologia da Informação e professor da Universidade Federal do ABC, em São Paulo, o Brasil não tem infraestrutura adequada para tomar medidas do tipo contra o novo coronavírus.

"No digital nós não temos infraestrutura, nem todas as escolas têm conexão de boa qualidade, as famílias não têm conexão de boa qualidade mesmo para coisas básicas. Nós não tivemos uma orientação para promover aulas e materiais que atendam às necessidades e que sejam viáveis", afirmou à Sputnik Brasil.

​Sérgio Amadeu argumenta que a digitalização como uma ferramenta de prevenção da propagação do Sars-Cov-2 acaba atendendo somente famílias que têm condições financeiras de possuir Internet e equipamentos de boa qualidade.

"Novamente a gente vai resolver o problema de não circulação de alunos de classe média alta, mas não vai ser algo extensivo a toda população ou a maior parte da população que é pobre", disse.

Ao beneficiar indiretamente famílias de renda alta pode criar "novas desigualdades", segundo Sérgio Amadeu.

"O digital no Brasil acaba ajudando muito, mas por causa da estrutura social da concentração de renda, da péssima qualidade de atendimento das áreas mais carentes a gente acaba criando novas assimetrias, novas desigualdades, o digital não equaliza, ele amplia dificuldades por causa exatamente do modo como o Estado age", completou.
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