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Coronavírus não deve parar Congresso, mas reformas terão dificuldade, diz analista

© Folhapress / Pedro LadeiraPresidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro Paulo Guedes (Economia) durante cerimônia de lançamento do programa de taxa fixa no crédito imobiliário da Caixa, no Palácio do Planalto
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro Paulo Guedes (Economia)  durante cerimônia de lançamento do programa de taxa fixa no crédito imobiliário da Caixa, no Palácio do Planalto - Sputnik Brasil
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A confirmação de um caso do novo coronavírus dentro da equipe do governo pode travar o Congresso Nacional e atrasar a discussão de reformas. Para discutir a questão, a Sputnik Brasil ouviu um cientista político, que acredita que com ou sem vírus as reformas têm pela frente a disputa entre os Poderes.

Dentro do Congresso Nacional, especula-se sobre uma possível suspensão das atividades até abril como forma de precaução diante do vírus. A preocupação aumentou devido ao recente teste positivo do secretário de Comunicação do Governo Federal, Fabio Wajngarten.

A medida preocupa, uma vez que cresce também a expectativa sobre os impactos da crise econômica que acompanha o surto da COVID-19 mundo afora. O cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-Rio, afasta a possibilidade que considera "a última medida" a ser tomada.

"Eu diria que essa seria uma última medida, porque nesse momento a questão não é só na área da Saúde", avalia o professor em entrevista à Sputnik Brasil.

Ismael ressalta que a pandemia tem também efeitos econômicos com os quais o Congresso terá que lidar.

"Nesse sentido é necessário que tanto o Poder Executivo, em particular o ministro da Economia, possa encaminhar propostas ou medidas para o Congresso e o Congresso possa analisar de uma maneira rápida, célere, para que o país não vá viver, ao lado de uma crise da área de saúde, também uma crise na economia", afirma.

O cientista político lembra que uma possível paralisação interromperia discussões políticas importantes, como as reformas administrativa e tributária. Ambas vêm sendo tema de disputas políticas em Brasília e são vistas pelo Ministério da Economia como cruciais para o crescimento econômico brasileiro.

Porém, Ismael ressalta que, mesmo sem a crise pandêmica que atinge o Brasil, as reformas teriam pouco tempo de discussão no país.

"Você tem um calendário eleitoral no segundo semestre que forçosamente levará os parlamentares a colocar um foco cada vez maior nas eleições municipais", aponta o professor, referindo-se às eleições municipais deste ano.

Para o pesquisador, é evidente que a Saúde tornou-se a prioridade do governo, mas que ainda é necessário manter a discussão econômica caminhando.

"É necessário dar uma atenção à questão econômica. Nesse caso eu diria que esse é o segundo ponto de prioridade na pauta, depois viria a questão das reformas", opina.

Ricardo Ismael conclui lembrando da disputa entre Congresso e Executivo, que tem dado o tom das pautas do Congresso nos últimos meses. Para ele, esse é mais um nó a ser desfeito para que as reformas caminhem.

"Essa briga, ou essa disputa política, que provavelmente deve continuar até o final do governo, já que o governo não quer fazer aquele caminho traçado pelo Fernando Henrique e pelo Lula, mas acho que tem que ir para algum espaço aí para negociação, para acordos, para estabelecer pelo menos uma agenda mínima", conclui.
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