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Maduro acusa EUA de empurrar Brasil para conflito armado contra Venezuela

© REUTERS / Stringer/ Fausto TorrealbaPresidente da Venezuela, Nicolás Maduro, gesticula enquanto fala durante coletiva de imprensa no Palácio Miraflores, em Caracas, Venezuela, 14 de fevereiro de 2020
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, gesticula enquanto fala durante coletiva de imprensa no Palácio Miraflores, em Caracas, Venezuela, 14 de fevereiro de 2020 - Sputnik Brasil
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O presidente venezuelano Nicolás Maduro acusou o governo dos EUA de "empurrar o Brasil para um conflito armado com a Venezuela".

"Pedimos aos setores democráticos e humanistas, ao povo do Brasil e às forças militares que detenham qualquer aventura de Jair Bolsonaro, em coordenação com Donald Trump, contra a Venezuela", pediu Maduro durante uma reunião com prefeitos e governadores no Palácio de Miraflores, em Caracas.

De acordo com o presidente venezuelano, Bolsonaro "foi convocado à mansão do [líder norte-americano] Donald Trump em Miami" para debater sobre a Venezuela "como único tema" na agenda. O encontro está programado para ocorrer neste sábado (7) na residência de Mar-a-Lago, na Flórida.

"Da Casa Branca, foi decidido um plano para trazer guerra, terrorismo, para desestabilizar e encher a Venezuela de violência, para escalar um conflito armado e justificar uma intervenção militar em nosso país", denunciou o líder bolivariano.

Durante o evento, Maduro também pediu "máxima difusão" da campanha "As sanções são um crime", que busca mostrar os danos causados pelas ações de Washington contra Caracas. Para o presidente venezuelano estas medidas coercivas dos EUA são "um desprezo supremacista e racista" contra o seu país.

​Na Casa Branca se decidiu um plano terrorista para tentar desestabilizar a Venezuela. Contudo, temos a capacidade de enfrentar todas as dificuldades com inteligência, coragem, estratégia, capacidade de luta e utilização da força. Esse é e será o nosso sucesso!

Segundo o governo venezuelano, estas sanções causaram prejuízos equivalentes a US$ 40 bilhões (R$ 185 bilhões).

No dia 5 de março, Bolsonaro decidiu que os representantes diplomáticos venezuelanos no Brasil deveriam deixar o país e, se não o fizessem, seriam expulsos.

Assim como os Estados Unidos, Bolsonaro reconhece o autodeclarado presidente interino Juan Guaidó como mandatário legítimo da Venezuela.

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