Seria pesadelo: Marinha dos EUA teme que todos os navios russos ganhem mísseis supersônicos

© Sputnik / Aleksandr GalperinNavio antissubmarino grande Admiral Gorshkov da Marinha russa no ensaio geral para o desfile do Dia da Marinha em Kronstadt
Navio antissubmarino grande Admiral Gorshkov da Marinha russa no ensaio geral para o desfile do Dia da Marinha em Kronstadt - Sputnik Brasil
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Um cenário que a Marinha dos EUA prefere não encarar é o de ver todos as embarcações de guerra russas armadas com mísseis hipersônicos antinavio, incluindo submarinos.

Esse cenário seria um pesadelo que o Comando da Marinha dos EUA receia mesmo imaginar. Quem o diz é o especialista militar Michael Peck em um artigo publicado na revista National Interest.

O motivo que levou o especialista a se manifestar neste sentido prende-se com o teste bem-sucedido do míssil Tsirkon, em janeiro de 2020 no mar de Barents, pela fragata Admiral Gorshkov e com a declaração de Aleksei Rakhmanov, chefe da empresa estatal Corporação Unida de Construção Naval, que todos os navios de guerra russos poderiam vir a ser equipados com mísseis hipersônicos Tsirkon e com mísseis de cruzeiro Kalibr.

Mesmo sendo escassos os dados conhecidos sobre as características do Tsirkon, Peck qualifica a arma de aterradora.

O alcance do míssil, como noticiado pela mídia, é de 1.000 quilômetros e sua velocidade de voo chega a Mach 8 a 9, muito superior à dos mísseis antinavio americanos Harpoon e russos R-800 Oniks.

"A ameaça é grave o suficiente para o Reino Unido temer que a defesa antimísseis de seus novos porta-aviões da classe Queen Elizabeth não seja capaz de deter as armas hipersônicas antinavio russas", escreve Peck.

O especialista recordou que a Rússia nunca tentou competir com os Estados Unidos em número de navios grandes, sobretudo porta-aviões.

A Marinha russa tem hoje cerca de 30 destróiers e fragatas, 50 corvetas e 30 outras embarcações menores dotadas com mísseis supersônicos ou subsônicos antinavio e antiaéreos.

"Armar os navios com armas hipersônicas como o Tsirkon permitiria teoricamente que um pequeno navio russo da classe Tarantul afundasse um grande cruzador americano ou mesmo um porta-aviões", adverte Peck.

Contudo, Peck realça que, como todas as inovações, o Tsirkon padece de insuficiências, citando, por exemplo, o fato de necessitar de apoio externo para detectar o alvo.

O especialista conclui que, se no vasto Atlântico Norte o perigo oriundo de pequenas embarcações seria muito relativo, já nas zonas de ação dos seus próprios radares aéreos e terrestres as capacidades dos navios russos armados com Tsirkon seriam enormes.

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