'Suicídio nuclear': cientista explica como guerra atômica pode ser devastadora aos EUA

© Foto / Pixabay / geraltExplosão nuclear (imagem ilustrativa)
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Um ataque sem resposta de mil ogivas nucleares dos EUA contra Rússia ou China pode ser devastador aos próprios americanos, segundo artigo publicado na revista The Conversation.

Para o autor da publicação Joshua Pearce, professor de Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade de Tecnologia de Michigan (EUA), o uso unilateral de armas nucleares por um país tem impacto sobre ele mesmo.

Nesse cenário, uma enorme quantidade de fuligem entraria nas camadas superiores da atmosfera, o que provocaria o resfriamento global e o declínio da agricultura, sugere o professor.

De acordo com a pesquisa do cientista, o lançamento de mil ogivas nucleares norte-americanas contra um inimigo, mesmo se ninguém retaliasse, provocaria fome em massa, no próprio território americano, causada pelas mudanças climáticas após o ataque. Com isso, os Estados Unidos começariam a perder 140 mil pessoas por ano, já se o país usasse 7.000 ogivas nucleares, as perdas humanas poderiam aumentar para cinco milhões por ano.

Dissuasão nuclear

"Cada nação disposta a usar o seu armamento nuclear deve determinar se tem a capacidade de sobreviver aos problemas causados por si mesma. Nações com armas nucleares aderem todas ao conceito de dissuasão nuclear – a ideia de que mais poder de fogo nuclear é intimidante e faz outros países pensarem duas vezes antes de se envolverem em uma luta", comentou o professor.

O professor americano opina que, mesmo um ataque americano sem resposta contra a China ou a Rússia poderia ser devastador para o país norte-americano.

Em janeiro, físicos, incluindo vários ganhadores do Prêmio Nobel, adiantaram o chamado relógio do Dia do Juízo Final em 20 segundos em direção à meia-noite. Este projeto, inventado em 1947 pelo físico teórico alemão Albert Einstein, reflete a probabilidade de uma catástrofe global que poderia fazer a humanidade desaparecer da face da Terra.

© Foto / Marinha do Governo dos EUA/Imagens da National Geographic/ChristieTeste de bomba atômica subaquática realizado pelos EUA no atol Bikini em 1946, nas Ilhas Marshall, Micronésia
'Suicídio nuclear': cientista explica como guerra atômica pode ser devastadora aos EUA - Sputnik Brasil
Teste de bomba atômica subaquática realizado pelos EUA no atol Bikini em 1946, nas Ilhas Marshall, Micronésia

Os cientistas acreditam que, devido à incapacidade dos líderes mundiais de lidar com a ameaça de conflito nuclear, com as mudanças climáticas e com a guerra cibernética, as pessoas estão hoje mais próximas do que nunca do ponto de não retorno.

Segundo os especialistas da revista Bulletin of the Atomic Scientists, agora as ameaças tornaram-se mais tangíveis devido ao agravamento dos conflitos mundiais e guerras no ciberespaço, bem como dos problemas climáticos.

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