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Reformas ajudariam o Brasil a entrar na OCDE e não o contrário, diz economista

© AP Photo / François MoriSede da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris, França (arquivo)
Sede da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris, França (arquivo) - Sputnik Brasil
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O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, disse em evento nesta quarta-feira (20) que a campanha para entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) vai ajudar na agenda de reformas do governo.

Troyjo fez a declaração durante o evento CEO Conference Brasil 2020 do BTG Pactual, em São Paulo.

"É um estímulo internacional a continuação e aceleração do processo de reformas do governo", afirmou, citado pelo jornal Folha de S.Paulo.

No entanto, para Maria Beatriz de Albuquerque David, professora da Faculdade de Economia da UERJ, a lógica está invertida. Para ela, é a aprovação de futuras reformas que podem estimular a entrada do Brasil na OCDE.

"Fazer reformas é importante, mas dizer que a agenda de entrar na OCDE ajuda as reformas não. É ao contrário, as reformas feitas ajudam a entrar na OCDE, mas não o processo inverso. As reformas são uma decisão da sociedade brasileira e principalmente o entendimento entre poderes Executivo e Legislativo", disse à Sputnik Brasil.

Maria Beatriz de Albuquerque David disse que o discurso de Marcos Troyjo fez sentido pelo fato dele estar falando a um grupo de empresários, mas para a economista a relação é a oposta.

"É um bom discurso, um discurso para um público de empresários, mas essa relação que ele faz é inversa", afirmou.

Para a economista, o processo de entrada na OCDE é algo que tem que ser pensado a longo prazo.

"Se o país vai bem, se a economia vai bem, se é uma situação sustentável de longo prazo, que é o objetivo das reformas, de fazer com que tenha perspectivas de investimento a longo prazo, isso favorece a entrada na OCDE", explicou.

Segundo defendeu Maria Beatriz de Albuquerque David, não adianta o Brasil ter o "carimbo" da OCDE, mas não desenvolver sua economia.

"Isso é somente um 'carimbozinho' a mais, que legitimaria toda uma trajetória, mas ter um carimbo em si não quer dizer que a gente é rico e nem que está bem", completou.

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