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Porta-aviões mais avançado dos EUA navega com problemas que é 'obrigatório corrigir', diz Pentágono

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O novo USS Gerald R. Ford tem sua produção atrasada há anos, e enfrenta uma série de problemas que os legisladores norte-americanos têm reclamado parecerem não ter "fim à vista".

Um novo relatório do diretor de Teste e Avaliação Operacional (DOT&E, na sigla em inglês) do Pentágono deu o alarme sobre graves "deficiências e limitações" nos sistemas defensivos do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78), relata a agência Bloomberg.

O relatório cita problemas com a rede de radar, de guerra eletrônica e de dados de comunicação entre navios do porta-aviões no valor de US$ 13 bilhões (R$ 55,5 bilhões). Segundo o texto publicado, os problemas acabam por "reduzir a capacidade geral de autodefesa do navio".

Segundo o relatório, a Marinha ainda não alocou financiamento para três testes cruciais utilizando um navio especializado em "autodefesa" para fazer o porta-aviões percorrer seus passos defensivos, e acrescenta que se esta questão não for abordada, "os testes não serão adequados para avaliar a eficácia operacional do sistema de combate CVN-78".

Não é só o porta-aviões

O relatório do DOT&E coloca especial ênfase nos problemas relacionados com o sistema de vigilância de guerra eletrônica do navio, construído pela gigante do armamento Lockheed Martin. O sistema terá demonstrado um desempenho tão fraco que a Marinha decidiu adiar mais testes operacionais até que os problemas fossem resolvidos.

Também há problemas constantes com o F-35, o jato de caça de quinta geração da Lockheed Martin de US$ 1,5 trilhão (R$ 6,4 trilhões), incluindo a "inaceitável" precisão do seu canhão de 25 milímetros, causada por "desalinhamentos" na montagem da arma, refere o relatório. Os próprios caças estarão enfrentando problemas de rachaduras, forçando a Força Aérea a restringir seu uso.

O DOT&E assinalou mais de uma dúzia de problemas de Categoria 1 "de correção obrigatória" com o jato de combate, incluindo grandes problemas com o software de manutenção e logística do avião, problemas de segurança cibernética e preocupações de confiabilidade. Além disso, o observador reclamou que a correção de um problema parece levar ao aparecimento de outros ao estilo do "whack-a-mole", "resultando em apenas uma pequena diminuição no número total".

© REUTERS / Marinha dos EUA/Erik HildebrandtCaça-bombardeiro americano F/A-18F Super Hornet sobrevoa porta-aviões da Marinha dos EUA, USS Gerald R. Ford, no Atlântico
Porta-aviões mais avançado dos EUA navega com problemas que é 'obrigatório corrigir', diz Pentágono - Sputnik Brasil
Caça-bombardeiro americano F/A-18F Super Hornet sobrevoa porta-aviões da Marinha dos EUA, USS Gerald R. Ford, no Atlântico

Segundo o DOT&E, a frota de aviões militares F-35 continua aquém de 80% dos requisitos de capacidade de missão. Em particular, o F-35C da Marinha sofre "de um estado particularmente fraco" de preparação para a missão.

História do porta-aviões

Aclamado como o maior, mais elaborado e mais caro porta-aviões da história, o USS Gerald R. Ford, de 100.000 toneladas, custou cerca de US$ 4,7 bilhões (R$ 20,1 bilhões) para ser desenvolvido e outros US$ 13 bilhões (R$ 55,5 bilhões) para ser construído.

O navio de guerra tem enfrentado uma série de problemas dispendiosos, incluindo problemas com seus elevadores de armas, dores de cabeça com seu sistema de propulsão e outros problemas. O porta-aviões foi comissionado em meados de 2017, esperando-se inicialmente que ficasse pronto para missões em 2018. No entanto, essa data foi continuamente adiada e agora está prevista para 2022.

No ano passado, em comentários ao problema do elevador de munições, a congressista democrata Elaine Luria reclamou que já não conseguia "ver um fim à vista" na resolução do problema de uma vez por todas.

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