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Com Bolsonaro e Moro no comando, Brasil repete pior nota em ranking da corrupção

© AP Photo / Eraldo PeresPresidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fala com ministro da Justiça, Sergio Moro, no Palácio do Planalto, Brasília, 17 de junho de 2019
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fala com ministro da Justiça, Sergio Moro, no Palácio do Planalto, Brasília, 17 de junho de 2019 - Sputnik Brasil
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Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil apareceu em sua pior colocação e pontuação no ranking sobre a percepção da corrupção no mundo, elaborado pela Transparência Internacional (TI) desde 2012. O documento foi divulgado nesta quinta-feira.

Dentro do espectro de 180 países avaliados pelo Índice de Percepção da Corrupção (IPC) em 2019, o Brasil figura na 106ª posição, com 35 pontos. Foi a mesma pontuação do ano anterior e, segundo o relatório, se justifica pela "interferência política" do presidente Jair Bolsonaro.

A Transparência Internacional avaliou que o mandatário brasileiro atuou junto a órgãos de controle e pela paralisação de investigações que utilizavam dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – atualmente chamada de Unidade de Inteligência Financeira (UIF).

"Após as eleições de 2018, que foram profundamente influenciadas por acentuada narrativa anticorrupção por parte de diversos candidatos, o Brasil passou por uma série de retrocessos em seu arcabouço legal e institucional anticorrupção", diz o documento.

"Dentre os desafios atuais, há a crescente interferência política do presidente Bolsonaro nos chamados órgãos de controle e a aprovação de legislação que ameaça a independência dos agentes da lei e a accountability [responsabilização] dos partidos políticos", acrescentou.

Outro momento mencionado pelo documento envolveu a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, de paralisar investigações que usavam dados do Coaf sem autorização prévia – entre os beneficiados estava o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República. O plenário da Corte reverteu a decisão em novembro.

O ranking da TI é montado com base nos níveis percebidos de corrupção no setor público por especialistas e empresários – quanto menor a nota maior é a percepção de corrupção no país.

Os cinco países mais bem colocados no ranking da TI são Dinamarca (87), Nova Zelândia (87), Finlândia (86), Singapura (85) e Suécia (85). Na outra ponta, os cinco piores são Venezuela (16), Iêmen (15), Síria (13), Sudão do Sul (12) e Somália (9).

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