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EUA não devem encorajar aliados da OTAN a agir contra Irã, aconselha especialista

© REUTERS / Francois LenoirUm homem deixando a sede da OTAN em Bruxelas, 26 de novembro de 2019
Um homem deixando a sede da OTAN em Bruxelas, 26 de novembro de 2019 - Sputnik Brasil
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É pouco provável que os países da OTAN acolham a proposta do presidente Donald Trump de incluir o Oriente Médio sob a égide da aliança, disse Paolo von Schirach, antigo consultor da União Europeia.

Na quinta-feira (9), Trump disse a repórteres que a aliança deveria mudar o seu nome para OTAN-OM, incluindo aliados do Oriente Médio como membros. A declaração veio em meio a tensões crescentes depois que o Irã atingiu alvos dos EUA no Iraque como retaliação pelo assassinato do comandante Qassem Soleimani.

O presidente do Instituto de Política Global, presidente de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Bay Atlantic, em Washington, e antigo consultor da União Europeia, Paolo von Schirach, comentou as declarações do presidente norte-americano.

"Aos olhos dos europeus, muito depende de qual é o fim do jogo. Ninguém quer chegar a um acordo sobre um compromisso aberto em um ambiente incontrolável e volátil. O compromisso assume um objetivo político. Definir um será muito difícil", disse Schirach.

A Rússia e a Turquia são obrigadas a se opor a qualquer esforço anti-iraniano da OTAN, advertiu Schirach, presidente do Instituto de Política Global, e presidente de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Bay Atlantic, em Washington.

Nova abordagem

Em vez de prosseguir a visão inatingível de uma OTAN alargada para a acionar contra o Irã, o presidente dos EUA deveria trabalhar silenciosa e positivamente para tomar medidas pequenas, mas práticas, e se empenhar em uma diplomacia ativa com Teerã, insistiu Schirach.

"Há muitas possibilidades, a começar por possíveis 'medidas de construção de confiança', como debates sobre as regras de navegação no estreito de Ormuz, para evitar movimentos errados que possam ser interpretados como provocações ou ações hostis", disse.

O ataque aéreo contra Soleimani, embora bastante extraordinário, se enquadrou nos parâmetros da dinâmica "dente por dente" fomentada principalmente por ataques instigados pelo Irã por meio de forças indiretas treinadas e armadas pelo país contra as tropas ou bases norte-americanas, comentou Paolo von Schirach.

Eventos em curso

No entanto, Trump continua determinado a manter uma pressão econômica extrema sobre a nação iraniana, reconheceu o presidente do Instituto de Política Global.

Segundo observou, "o anúncio de sanções econômicas adicionais indica que a pressão não-militar sobre o Irã ainda está em curso. O objetivo do estrangulamento econômico do Irã não mudou".

O Irã indicou claramente que o ataque de mísseis contra as duas bases "conclui" a retaliação iraniana pelo assassinato do general Soleimani, observou Schirach.

"É bem possível que nos círculos governantes em Teerã o debate sobre como responder ao assassinato do líder da Força Quds ainda esteja em curso". Pode ser que os adeptos da linha dura prevaleçam em uma data posterior e, portanto, outras reações iranianas podem estar em andamento", conclui.

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