Crise EUA-Irã: Turquia se propõe a mediar discussões após assassinato de Soleimani

© REUTERS / Dylan MartinezUm manifestante segura uma bandeira turca fora do consulado turco em Roterdã, onde uma multidão reuniu-se para aguardar a chegada da ministra da Família Turca, Fatma Betul Sayan Kaya.
Um manifestante segura uma bandeira turca fora do consulado turco em Roterdã, onde uma multidão reuniu-se para aguardar a chegada da ministra da Família Turca, Fatma Betul Sayan Kaya. - Sputnik Brasil
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A Turquia trabalhará para diminuir as tensões entre o Irã e os EUA e entrou em contato com ambas as partes depois que as forças americanas mataram um general iraniano na semana passada, disse o ministro de Relações Exteriores Mevlut Cavusoglu nesta segunda-feira.

Desde o assassinato de Qassem Soleimani, o mais importante comandante militar de Teerã pelos EUA, Cavusoglu afirmou que mantém telefonemas com seus colegas iranianos e americanos para discutir o assunto.

Questionado se a Turquia estaria aberta à mediação entre Teerã e Washington, Cavusoglu informou que a Turquia apoiaria quaisquer medidas para aliviar as tensões na região.

"Continuaremos a trabalhar com outros países para resolver este problema ou diminuir as tensões nos próximos dias", afirmou o diplomata.

As tensões entre EUA e Irã estarão na agenda durante a visita do presidente russo Vladimir Putin à Turquia nesta quarta-feira, adiantou o oficial turco, acrescentando que o presidente Recep Tayyip Erdogan discutiu a questão com os iranianos, franceses, iraquianos e qatarianos.

"Nossa preocupação comum é que o Iraque se transforme em uma zona de conflito para outros países. Esse é um risco muito sério para o Iraque e nossa região", afirmou Cavusoglu. "Portanto, continuaremos a fazer o possível para reduzir o ciclo de violência".

Os Estados Unidos mataram na semana passada Soleimani, o arquiteto da crescente influência do Irã no Oriente Médio, em um ataque noturno em Bagdá autorizado pelo presidente Donald Trump. O Irã prometeu vingança e na sexta-feira condenou Trump como um "terrorista de fato".

O Parlamento do Iraque pediu no domingo que os EUA e outras forças militares estrangeiras deixem o país em meio a uma reação crescente contra o assassinato de Soleimani, o que aumentou os temores de um conflito mais amplo no Oriente Médio.

Cavusoglu disse que a decisão do Parlamento não era vinculativa, acrescentando que Erdogan havia instado seu colega iraquiano a agir com razão.

"O assassinato de Soleimani não apenas mudou a balança no Iraque, mas também no Irã. Isso pode levar grupos radicais a ganhar força", destacou.

Cavusoglu pontuou que também discutiu a questão com seus colegas russos, britânicos, qatarianos e paquistaneses, e ainda com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

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