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Militares venezuelanos retidos em Roraima vão pedir refúgio no Brasil

© AP Photo / Edmar BarrosMilitares bloqueiam a fronteira entre Venezuela e Brasil em Pacaraima, Roraima
Militares bloqueiam a fronteira entre Venezuela e Brasil em Pacaraima, Roraima - Sputnik Brasil
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Os cinco militares venezuelanos interceptados pelo Exército brasileiro em Roraima vão pedir refúgio no Brasil, anunciaram os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores neste sábado (28) por meio de nota. 

Os venezuelanos foram retidos na última quinta-feira (26) na região da terra indígena de São Marcos, em Roraima, informou neste sábado (28) o Ministério da Defesa. 

"Os cinco militares venezuelanos localizados em território brasileiro, em 26 de dezembro, pelo Exército brasileiro, durante patrulhamento de rotina na fronteira, foram recebidos neste sábado pela 'Força Tarefa Logística Humanitária Operação Acolhida', onde iniciarão os procedimentos para a solicitação de refúgio no Brasil, a exemplo de outros militares venezuelanos em situação similar", diz o comunicado. 

A nota afirma ainda que a Operação Acolhida "tem prestado relevantes serviços no atendimento aos imigrantes venezuelanos na fronteira norte do Brasil, sendo reconhecida e premiada internacionalmente". O documento não informa a identidade dos militares nem o motivo de terem cruzado a fronteira. 

De acordo com a pasta da Defesa, os militares não estavam armados no momento da interceptação. Eles foram levados para a capital do estado, Boa Vista, para prestar esclarecimentos. 

Crise na fronteira

O incidente acontece poucos dias depois de uma tentativa de levante no município venezuelano de Gran Sabana. Na domingo (22) passado, membros da Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela se rebelaram, junto com reservistas indígenas, contra o governo do presidente Nicolás Maduro, tomando armas e munições de um posto militar. 

Houve confronto e, de acordo com informações do governo venezuelano, parte do armamento foi recuperado e seis pessoas presas. 

O ministro de Comunicação, Jorge Rodríguez, disse que os invasores tinham sido "treinados em acampamentos paramilitares na Colômbia" e "receberam a colaboração do governo de Jair Bolsonaro". O Itamaraty nega qualquer envolvimento no episódio. 

Um dos militares rebeldes, por sua vez, acusou as forças do governo de Maduro de entrar em território brasileiro com armamentos pesados a fim de capturar os envolvidos no levante, informação não confirmada por fontes oficiais.

Para o governo venezuelano os militares que passaram a fronteira seriam "desertores" envolvidos no ataque à base. Caracas pediu o retorno deles ao seu país de origem.

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