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Descoberta gravura de demônio que assírios acreditavam causar epilepsia (FOTO)

© AP Photo / Karla Ortega/Instituto Nacional de Antropologia e História do MéxicoArtefatos maias na caverna Balamkú
Artefatos maias na caverna Balamkú - Sputnik Brasil
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A doença de Bennu é descrita com sintomas de convulsões e perdas de consciência ou de insanidade que, em alguns casos, faziam com que os pacientes "chorassem como cabras".

Troels Pank Arboll, pesquisador da Universidade de Copenhague, realizava pesquisas sobre tratamentos médicos antigos descritos em uma tábua cuneiforme de 2.700 anos, proveniente do antigo Iraque, quando descobriu acidentalmente uma gravura danificada.

Análises posteriores indicaram que se tratava de uma representação do demônio que os antigos assírios acreditavam ser responsável por causar a doença de Bennu, que corresponde aos sintomas da epilepsia.

"Sabemos há muito tempo que os assírios e babilônios consideravam as doenças como fenômenos causados por deuses, demônios ou bruxaria. E os curandeiros eram responsáveis por expulsar essas forças sobrenaturais com drogas, rituais ou encantamentos. Porém, esta é a primeira vez que conseguimos conectar uma das muito raras ilustrações de demônios em textos médicos com a epilepsia", explica o investigador em um comunicado.

Cientistas descobrem "demônio da epilepsia" em tábula de argila de 2.700 anos no Iraque

Segundo Arboll, encontrar desenhos que ilustram poderes sobrenaturais em tábuas com tratamentos médicos e mágicos é muito raro. Geralmente, nestas são representadas figuras utilizadas pelos curandeiros em seus rituais, no entanto, nesta ocasião trata-se de um demônio com caudas, chifres e língua de serpente.

A doença de Bennu era temida no antigo Iraque. Os sintomas que os textos antigos vinculam com esta enfermidade eram convulsões e perdas de consciência ou de sanidade, que em alguns casos faziam com que os pacientes "chorassem como uma cabra".

O texto estudado pelo pesquisador Arboll está escrito em acádio, língua semita extinta, utilizando escrita cuneiforme, onde os símbolos representam palavras inteiras, assim como sons, em um sistema que se assemelha aos hieróglifos egípcios.

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