Governo de fato da Bolívia se junta a Grupo de Lima para 'solucionar crise na Venezuela'

© REUTERS / David MercadoVista geral de uma sessão do Congresso em La Paz, Bolívia
Vista geral de uma sessão do Congresso em La Paz, Bolívia - Sputnik Brasil
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Ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, criticou a decisão dizendo que o novo governo representa "uma ditadura fascista e racista".

A Bolívia já aderiu ao Grupo de Lima, anunciou em uma declaração o Ministério das Relações Exteriores do país. "Assim a Bolívia contribuirá para uma solução pacífica, democrática e constitucional da crise na Venezuela, que deve ser guiada pelo povo venezuelano", diz o texto.

A decisão do governo em funções na Bolívia de aderir ao Grupo de Lima segue o roteiro norte-americano de desintegração da América Latina, acredita o sociólogo e analista Adolfo Mendoza Leigue.

Jorge Arreaza, o ministro venezuelano das Relações Exteriores, condenou o evento.

Aqui você pode ver todos as costuras do Grupo (cartel) de Lima. Os supostos e ferozes defensores das democracias e dos direitos humanos reprimiram selváticamente seu povo e agora incorporam nas suas fileiras uma ditadura fascista e racista, produto de um sangrento golpe de Estado.

Criado em 2017, o Grupo de Lima é um fórum de países latino-americanos que não reconhece a legitimidade do presidente Nicolás Maduro e do poder público venezuelano, formado dentro da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Relações recentes entre Venezuela e Bolívia

O governo de fato de Jeanine Áñez rompeu relações diplomáticas com Venezuela em 15 de novembro, pedindo então aos seus funcionários que deixassem a Bolívia "por se terem envolvido nos assuntos internos do Estado".

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela, por sua vez, decidiu retirar a acreditação da representação militar do Estado Plurinacional da Bolívia em Caracas, concedendo-lhes um período de 72 horas para deixarem o país. Segundo o órgão, a medida "corresponde ao papel desempenhado pelo alto comando das Forças Armadas bolivianas no golpe de Estado de 10 de novembro, e em nenhum caso pressupõe uma avaliação individual dos soldados bolivianos".

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