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Líder da China alerta o Ocidente: 'Não permitiremos que interfiram em Hong Kong e Macau'

© REUTERS / Pavel GolovkinPresidente da China, Xi Jinping, durante 11ª Cúpula de Chefes de Estado do BRICS, em Brasília, em 14 de novembro de 2019
Presidente da China, Xi Jinping, durante 11ª Cúpula de Chefes de Estado do BRICS, em Brasília, em 14 de novembro de 2019 - Sputnik Brasil
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A China se opõe firmemente a permitir que as potências estrangeiras se intrometam na política de suas regiões, disse o líder chinês Xi Jinping depois que os EUA se posicionaram abertamente com os manifestantes antigovernamentais em Hong Kong.

Xi fez seus comentários nesta sexta-feira durante uma viagem a Macau, cidade autônoma da China na costa sul.

"Devo enfatizar que, desde o retorno de Hong Kong e Macau à pátria, lidar com os assuntos dessas duas regiões administrativas especiais é inteiramente assuntos internos da China e não é da conta de forças estrangeiras", destacou.

"Não permitimos que forças externas interfiram", prosseguiu Xi, alertando que Pequim também não tolerará "apontamento de dedos" do exterior.

A China tem sido muito sincera sobre suas críticas ao apoio que os manifestantes em Hong Kong estão recebendo de alguns políticos americanos e europeus. Os comícios, que começaram em oposição ao projeto de extradição agora extinto, cresceram desde então em um movimento antigovernamental maior e entraram em espiral em tumultos em massa e em confrontos ferozes com a polícia.

© AP Photo / Ng Han GuanManifestante em Hong Kong envolto na bandeira dos EUA, em 1º de dezembro de 2019
Líder da China alerta o Ocidente: 'Não permitiremos que interfiram em Hong Kong e Macau' - Sputnik Brasil
Manifestante em Hong Kong envolto na bandeira dos EUA, em 1º de dezembro de 2019

No mês passado, os EUA adotaram uma lei que permite que sanções sejam impostas a autoridades de Hong Kong e da China continental por causa do tratamento dado aos manifestantes. Pequim o criticou como uma tentativa de se intrometer nos assuntos internos de Hong Kong.

Ex-colônia portuguesa, Macau retornou à China em 1999, dois anos depois que Hong Kong foi devolvida à China pelo Reino Unido. Como Hong Kong, Macau é regido pelo princípio "Um país, dois sistemas", em que regiões gozam de autonomia em assuntos econômicos e governamentais. A cidade vem se desenvolvendo como um centro de jogos de azar e por vezes é chamada de "Las Vegas asiática".

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