Promotores indianos acusam grupo por suposto plano de atentado contra premiê Modi

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Promotores indianos apresentaram acusações preliminares contra 19 pessoas por uma conspiração para assassinar o primeiro-ministro Narendra Modi, além de atos de terrorismo e outros crimes, alegando laços com guerrilheiros de esquerda.

Promotores no estado de Maharashtra entraram com uma ação na quarta-feira afirmando que o grupo estava por trás de uma conspiração para matar o líder da Índia. Das 16 acusações, metade foi registrada sob a Lei de Prevenção de Atividades Ilícitas relacionada ao terrorismo, e as demais sob o Código Penal padrão do país.

Todos os 19 acusados foram apontados como "membros ativos de [uma] organização terrorista proibida e [...] conspiraram para travar uma guerra contra o governo", diz o esboço dos promotores, referindo-se ao Partido Comunista da Índia (Maoísta), uma facção política proibida.

Os promotores também alegam que o grupo conspirou para estocar mais de US$ 1 milhão em armas, juntamente com dezenas de milhares de cartuchos de munição, como parte do esquema de assassinato. Poucos detalhes sobre a suposta trama surgiram além das acusações, e ainda não está claro exatamente como os suspeitos planejavam realizá-la.

© AP Photo / Mustafa QuraishRebeldes maoístas no estado de Chhattisgarh, na Índia
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Rebeldes maoístas no estado de Chhattisgarh, na Índia

As acusações decorrem de um evento realizado na cidade de Pune em 2017, conhecido como Elgar Parishad, que contou com várias apresentações culturais com temas anticastas. A polícia diz que o festival foi financiado pelo grupo maoísta como parte de um esforço para incitar a violência e derrubar o governo, culpando o evento pelos confrontos que mais tarde ocorreram na vila de Bhima Koregaon.

No ano passado, no entanto, dois juízes indianos aposentados, BG Kolse-Patil e PB Sawant, se apresentaram para insistir que eram os únicos organizadores e financiadores do evento, negando qualquer papel maoísta.

Nove dos acusados - a maioria deles ativistas, advogados, acadêmicos e comentaristas - já foram presos, enquanto a polícia continua a rastrear 10 outros suspeitos, que incluem cinco "agentes clandestinos" maoístas, além de cinco membros da Kabir Kala Manch (KKM), uma organização cultural de esquerda para os dalits, que fica no nível mais baixo do antigo sistema de castas da Índia.

Enquanto a KKM já havia sido acusada de vínculos com maoístas - comumente chamados de "Naxalites" - o grupo insiste que não tem conexão com o terrorismo.

O tribunal de Maharashtra provavelmente convocará uma audiência para debater as acusações no início do próximo mês, antes que o caso avance com um julgamento.

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