Coreia do Sul se juntará à operação dos EUA no estreito de Ormuz

© REUTERS / Stephanie Contreras / Marinha dos EUAHelicóptero MH-60S no estreito de Ormuz, 19 de novembro de 2019 (foto de arquivo)
Helicóptero MH-60S no estreito de Ormuz, 19 de novembro de 2019 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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No início de 2020, a Coreia do Sul enviará uma unidade militar para participar da operação de liberdade de navegação no estreito de Ormuz, liderada pelos EUA.

Fontes governamentais da Coreia do Sul citadas pelo jornal Chosun Ilbo informam que a decisão foi tomada na terça-feira (17) pelo presidente do país, Moon Jae-in, durante uma reunião do Conselho de Segurança nacional. Seul já informou os EUA e começou a preparar o envio de tropas.

Muito provavelmente, a Coreia do Sul enviará a sua unidade Cheonghae, criada em 2009 para a luta contra o terrorismo perto da costa da Somália, no âmbito da Força-Tarefa Combinada Internacional 151. A unidade consiste de um destróier, o Gang Gam-chan de 4.400 toneladas, um helicóptero Super Lynx e 300 militares, a maior parte das forças especiais. Durante o serviço no golfo de Aden, esta força impediu 21 ataques de piratas contra navios mercantes.

De acordo com as fontes do jornal sul-coreano, nos últimos tempos se tornou difícil para o país ignorar os intensos apelos dos EUA para integrar a coalizão internacional de contenção da ameaça de bloqueio pelo Irã do estreito de Ormuz. Por isso, Seul concordou em enviar tropas. No entanto, para a conservação das relações com Teerã, foi decidido não deslocar para a região um agrupamento especial mas expandir a esfera de responsabilidade da unidade de Cheonghae.

© AFP 2022 / Zachary PearsonPorta-aviões USS Abraham Lincoln no estreito de Ormuz, 19 de novembro de 2019
Coreia do Sul se juntará à operação dos EUA no estreito de Ormuz - Sputnik Brasil
Porta-aviões USS Abraham Lincoln no estreito de Ormuz, 19 de novembro de 2019

A última decisão, segundo o jornal, foi tomada no quadro das negociações em curso sobre a separação de despesas de implantação das tropas dos EUA na Coreia do Sul. Washington exige que Seul aumente a sua contribuição à defesa conjunta, mas esta exigência não é bem aceita pela Coreia do Sul. Como medida de compromisso, Seul considera uma participação mais ativa nas operações estadunidenses fora do país.

Setenta por cento do petróleo importado pela Coreia do Sul passa através do estreito de Ormuz, sendo grande parte do combustível comprado do Irã.

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