Uma gracinha? Saiba o lado negro dos golfinhos que você desconhecia

© AFP 2022 / Toshifumi KITAMURAGolfinhos (foto de arquivo)
Golfinhos (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Menina de 10 anos é atacada por golfinhos durante férias no México, enquanto número de casos semelhantes sobe no mundo.

No último mês, uma família de turistas passou por minutos de pânico no México quando golfinhos atacaram Lexi Yeo, uma menina de 10 anos.

Conforme publicou o tabloide The Sun, a mãe da menina, Laura (40), viu como sua filha se tornou alvo dos animais enquanto interagia com eles em um cercado fechado nas águas do litoral de Cancun, México.

"Foi terrível [...] Eu pensei que ela ia morrer", declarou a mãe de Lexi.

Como resultado, a menina sofreu diversos ferimentos antes de ser resgatada por um treinador de golfinhos. 

Ataques

No entanto, o caso de Lexi não foi tão excepcional como muitos possam pensar. Ainda de acordo com a mídia, os casos de ataques tem crescido no mundo.

Em 2012, um golfinho do parque-aquático SeaWorld, em Orlando, EUA, atacou uma outra menina.

Na ocasião, Jillian Thomas estava alimentando e brincando com o animal. Porém, por descuido, a menina resolveu levantar um prato de comida para golfinho no ar, contrariando os avisos do parque.

Como resultado, Jillian sofreu ferimentos que exigiram alguns pontos após ser atacada pelo animal.

Além da menina, um jovem rapaz sofreu um ataque semelhante durante suas férias de verão em Miami, EUA, como é revelado no vídeo postado por seu pai, David Paul Fisher, no YouTube.

Situações de estresse

Comentando o assunto, Lucy Babey, chefe do setor de Ciência e Conservação da ORCA, organização de defesa de baleias e golfinhos, acredita que submeter o animal a situações estressantes, em que eles são obrigados a interagir com os seres humanos, pode causar seu comportamento agressivo.

"Agora, mais pessoas podem viajar e participar destas atividades aquáticas com golfinhos de cativeiro. Sendo assim, é mais provável que esses ataques ocorram", afirmou Babey.

Além do mais, segundo a especialista, a difusão de informações em redes sociais torna os casos de ataque mais noticiados. Contudo, Babey acentua as características positivas do animal.

"Golfinhos são muito sociais, criaturas inteligentes destinadas a viverem no mundo selvagem e nadar por longas distâncias. Sendo assim, se você os mantém cativos eles ficam mais estressados, e isso leva a um comportamento mais agressivo", acrescentou Babey.

Animal selvagem

Por outro lado, a pesquisadora Chiara Giulia Bertulli, da Fundação Sea Watch, tem estudado o animal nos últimos 10 anos. Segundo ela, a concepção de que o mamífero é amigável e dócil é errônea.

"As pessoas esquecem que golfinhos são animais selvagens e, como qualquer mamífero terrestre ou marinho, eles vivem em uma sociedade complexa onde existem todos os tipos de comportamentos e personalidades", afirmou Bertulli.

Ainda segundo a pesquisadora, muitos golfinhos possuem cicatrizes de luta com seus semelhantes. Além disso, golfinhos mais velhos frequentemente atacam os mais novos como medida disciplinadora, de acordo com Bertulli.

© AFP 2022 / LOIC VENANCEGolfinho durante apresentação em um delfinário em Port-Saint-Père, na França
Uma gracinha? Saiba o lado negro dos golfinhos que você desconhecia - Sputnik Brasil
Golfinho durante apresentação em um delfinário em Port-Saint-Père, na França

A agressividade do animal também pode ser relacionada com questões territoriais e de procriação.

"Golfinhos machos, em particular, podem ser violentos quando lutam por um território ou fêmeas", acrescentou a pesquisadora.
Comida ou diversão?

Ainda de acordo com a mídia, um estudo feito em 2004 com golfinhos-nariz-de-garrafa, no oceano Índico, indica que o animal pode usar de coerção sexual contra semelhantes e outras espécies de animais.

Enquanto isso, ataques de golfinhos são difíceis de ser compreendidos, uma vez que o animal não come suas vítimas.

Por um lado, alguns cientistas acreditam que o animal possa atacar por diversão, versão sobre a qual os pesquisadores não têm certeza.

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